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Publicado em 07/01/2019Tipos de tratamento de esgoto para a sua obra
Tratamentos são diferentes em redes públicas e redes privadasCréditos: Shutterstock

Tipos de tratamento de esgoto para a sua obra

Tratamento de esgoto é fundamental para diminuir problemas de saúde pública

Quando se fala em tratamento de esgoto, é preciso considerar que existem duas segmentações principais: tipos de tratamento para obras públicas e tipos de tratamento para obras privadas. Na rede pública, existe o tratamento para cidades, que podem ser pequenos ou grandes, a depender da extensão dessa região.

“Cidades maiores exigem tratamentos de maior módulo”, explica Gerson Arantes, engenheiro especialista em instalações prediais e hidro sanitárias, que esteve envolvido nessa etapa do projeto do empreendimento Chácaras Florata, da Biapó.

Para cidades e loteamentos menores que não são providos de redes de esgoto é preciso trabalhar sistemas individuais. Um exemplo desses sistema consta na ABNT NBR 13969:2017 – Tanques sépticos – Unidades de tratamento complementar e disposição final dos efluentes líquidos – Projeto, construção e operação. “Esse sistema faz a depuração da matéria orgânica e o efluente líquido, depois de tratado, é infiltrado no solo”, explica Arantes.

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Essa infiltração no solo pode se dar de maneira mais profunda ou mais superficial, a depender do que for desenhado no projeto e da necessidade apresentada pelo solo. No projeto da Biapó, o engenheiro conta que propôs uma infiltração superficial no solo para gerar economia na irrigação de jardim. “Isso mantém a parte ajardinada mais úmida e economiza água de irrigação. Isso é um tratamento bem primário”, complementa Arantes.

Quando se tem a coleta de esgoto, é necessário puxar esse esgoto coletado e transportá-lo através da tubulação e ele vai ou para lagoa de impermeabilização ou para Estação de Tratamento de Esgoto (ETE).

Desafios da gestão do tratamento de esgoto

De acordo com o engenheiro, o problema vem do poder público. “Para você ter o conforto de coleta de esgoto e estação de tratamento, isso demanda investimento público e isso é o grande problema do país. O governo investe muito pouco em saneamento básico. O investimento maior é naquilo que aparece, não naquilo que está enterrado”, afirma Arantes.

O tratamento de esgoto, no entanto, é necessário por uma questão de saúde pública. Investimentos em saneamento básico, por exemplo, ajudariam na saúde pública e possibilitariam uma redução desses custos, visto que diminuiria as doenças derivadas desse problema.

Para superar esse desafio seria necessário fazer investimentos em redes públicas de coleta de esgoto e um sistema de tratamento de esgoto adequado para que não seja lançado o esgoto in natura nos rios, córregos e mares, para não contaminá-los.

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Processo de tratamento

O processo de tratamento do esgoto é natural, ou seja, ele se decompõe sozinho. No caso do sistema de tanque séptico e do sumidouro se resolve o problema dentro do próprio lote. “O processo consiste em encaminhar o esgoto para dentro de uma caixa lacrada para que não contamine o solo e ele fermente ali dentro”, explica o engenheiro.

Ao fermentar, as próprias bactérias que estão ali dentro fazem o processo interno de gestão, o esgoto se decompõe e ao se decompor, ele libera o líquido já com uma redução da carga contaminante na ordem de 70%, de acordo com a fonte consultada. “Se houver um ataque químico no esgoto com cloro, por exemplo, que poderia acontecer em uma Estação de Tratamento, se reduz muito mais. O tratamento não é complicado, o complicado é fazê-lo em grande escala”, ressalta o engenheiro.

Também é preciso se atentar para fazer a manutenção e não deixar deteriorar o sistema.

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