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Publicado em 11/04/2018Whitetopping: recuperação de pavimentos flexíveis
Obra no Mato Grosso passa por processo de recuperação com o método Whitetopping que fornece mais durabilidade que a pavimentação flexívelCréditos: Construtora Sanches Tripoloni

Whitetopping: recuperação de pavimentos flexíveis

No Mato Grosso e em Santa Catarina, tecnologia Whitetopping foi escolhida pela durabilidade e redução dos custos

Como uma alternativa mais viável economicamente e que apresenta bom desempenho após sua execução, chegando a uma vida útil de cerca de 15 anos, a recuperação em Whitetopping vem sendo implantada para restaurar pavimentos flexíveis – que formam a maioria das rodovias brasileiras.

A recuperação em Whitetopping consiste na colocação de um pavimento de concreto sobre o pavimento flexível já deteriorado, que precisa ser recuperado. A técnica permite a realização de até mil metros, ou seja, 1 km de rodovia por dia. Atualmente, duas obras estão passando pelo processo: a BR 282 em Santa Catarina e a BR 163 no Mato Grosso. A primeira, responsabilidade do Consórcio SBS Dalba, possui trecho de 36 km para reconstrução e foi orçada em R$ 78 milhões. De acordo com Paulo Niebel, coordenador de Desenvolvimento Técnico Infra-Brasil da Votorantim Cimentos, houve uma economia, pois o custo seria mais alto caso a recuperação fosse realizada com pavimento flexível. “Eles conseguiram, nessa proposta, ofertar uma tecnologia mais barata do que a proposta original”.

Já no caso da obra da BR 163 no Mato Grosso, a construtora Sanches Tripolini, responsável pela obra por 10 anos, optou pela tecnologia pensando também na questão da manutenção. O pavimento flexível oneraria manutenções pesadas dentro desses 10 anos que a tecnologia Whitetopping dispensa.

Com tráfego pesado nas duas rodovias, o especialista em Infra-Brasil da Votorantim Cimentos ressalta que a BR 163 no Mato Grosso tem um fluxo muito grande de veículos, pois recebe toda a carga do agronegócio. Já a rodovia ligada a Santa Catarina, a BR 282, tem conexões com as fábricas de celulose.

 

Viabilidade da recuperação em Whitetopping

Uma das razões pela escolha do tipo de recuperação, de acordo com Paulo Niebel, coordenador de Desenvolvimento Técnico Infra-Brasil da Votorantim Cimentos, foi a durabilidade do pavimento. Com uma vida útil que pode chegar a 15 anos, a tecnologia, comparada ao pavimento flexível onera menos trabalho e, consequentemente, custos, quando comparada a necessidade de manutenção dos pavimentos flexíveis – que exigem uma manutenção por deterioração já com 4 anos de utilização.

Além disso, com relação à logística, ambas as obras tiveram facilidade. Os trechos para levar os materiais estão dispostos em um raio de 400 km. “As fábricas de cimento estão bem localizadas, pois existe uma implantação no Brasil todo. Esse desafio existe, mas é menos complexo do que seria na utilização do asfalto, que precisa sair do Rio de Janeiro ou Curitiba para ser levado até a Amazônia”, exemplifica Niebel.

Outra facilidade da execução é que, por se tratar de uma recuperação de pavimento, as rodovias já estavam previamente prontas para receberem os serviços, ou seja, não houve a necessidade de remoção de pessoas ou de qualquer outra interferência externa nesse sentido para que a obra pudesse começar.

Mesmo podendo se realizar cerca de 1 km por dia de recuperação com a tecnologia Whitetopping, Niebel ressalta que existem outros itens a serem considerados: a liberação ambiental, a liberação de verba por parte do Governo e também as influências externas, como chuvas, que podem dificultar o andamento do trabalho e atrasar as obras. Portanto, a estimativa é de que em 2 anos seja finalizada uma obra com 70 km de extensão.

Para garantir que as obras sejam realizadas corretamente, é necessário contar não só com equipamento e materiais de qualidade, mas também com uma equipe capacitada. Atualmente, a Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP), consultorias e também a própria Votorantim Cimentos são capazes de auxiliar as construtoras na tarefa de difundir conhecimentos e técnicos sobre o processo para que seus profissionais executem a tecnologia da melhor forma e cheguem ao resultado desejado.

 

Norma Técnica

O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) rege, por meio da Norma Técnica 068/2004 – Pavimento Rígido – Execução de camada superposta de concreto do tipo whitetopping por meio mecânico – Especificação de serviço, como devem ser realizados os procedimentos com o uso da tecnologia. Nela, estão especificadas também as condições dos materiais e equipamentos para execução do pavimento.

 

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