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Uso de pozolanas de argila calcinada nas fábricas da Votorantim Cimentos

Conheça os detalhes na inserção do uso de pozolanas de argila calcinada nas fábricas da Votorantim Cimentos

Publicado em 30/04/2018Ensaios destrutivos: o que são e para que servem?
Ensaios destrutivos para concreto extraem amostras do concreto para avaliação laboratorialCréditos: Shutterstock

Ensaios destrutivos: o que são e para que servem?

Metodologias envolvem medição de resistência à compressão e também resistência à tração

Os ensaios destrutivos para concreto são aqueles nos quais são feitas extração de testemunhos/amostras do concreto de certos elementos da estrutura para avaliação laboratorial.

De acordo com Adriana Araújo, do Laboratório de Corrosão e Proteção do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), embora essa retirada deixe algum sinal no elemento, não acarreta danos que possam comprometer a sua estabilidade.

“Também pode se considerar ensaio destrutivo quando o método do ensaio realizado em laboratório resulta na alteração ou inutilização do material ou corpo de prova produzido, como é o caso dos corpos de prova utilizados para os ensaios de resistência à compressão, à tração e descritos a seguir”.

Métodos de ensaios destrutivos:

Resistência à compressão

Segundo Adriana Araújo, o ensaio de resistência à compressão é realizado seguindo as diretrizes da ABNT NBR 5739:2007 – Concreto – Ensaios de compressão de corpos-de-prova cilíndricos, utilizando corpos de prova cilíndricos preparados conforme descreve o procedimento da ABNT NBR 5738:2015 – Concreto – Procedimento para moldagem e cura de corpos de prova e curados por 3, 7 e 28 dias.

Nesse caso, o ensaio consiste da ruptura de corpos de prova em prensa específica, em que é aplicado um carregamento a uma taxa de 0,5 MPa por segundo. Com a obtenção da tensão máxima, ou tensão de ruptura, é calculada a resistência do concreto à compressão.

Resistência à tração

Nesse tipo de ensaio, a resistência à tração pode ser determinada em três ensaios destrutivos diferentes: ensaio de tração axial, ensaio de tração por compressão diametral ou ensaio de tração na flexão. “Dentre esses, é mais usual a realização do ensaio de tração por compressão diametral devido à facilidade e à rapidez de execução e pelo uso do mesmo corpo de prova cilíndrico e equipamento usado (prensa) para a obtenção da resistência à compressão do concreto”, explica Adriana.

O ensaio de resistência à tração por compressão diametral é realizado seguindo as diretrizes da ABNT NBR 7222:2011 – Concreto e argamassa — Determinação da resistência à tração por compressão diametral de corpos de prova cilíndricos, utilizando corpos de prova preparados conforme descreve o procedimento da ABNT NBR 5738:2015 – Concreto – Procedimento para moldagem e cura de corpos de prova e curados por 3, 7 e 28 dias.

 “O ensaio determina, indiretamente, a resistência à tração do concreto por meio da aplicação, ao longo do corpo de prova de ensaio de compressão, de duas forças distribuídas linearmente opostas à sua seção transversal, gerando tensões de tração uniformes perpendiculares ao diâmetro”, ressalta a representante do IPT.

Já, o ensaio de resistência à tração na flexão é realizado seguindo as diretrizes da ABNT NBR 12142:2010 – Concreto — Determinação da resistência à tração na flexão de corpos de prova prismáticos, o qual também define o preparo dos corpos de prova prismáticos.

Cuidados nos ensaios destrutivos

De acordo com a representante do IPT, além de serem seguidas as diretrizes das normatizações citadas da ABNT, não se deve esquecer que é preciso ter capacitação técnica adequada do pessoal responsável pela realização do ensaio e da elaboração do relatório para apresentação dos resultados obtidos.

Também é importante utilizar equipamentos que sejam periodicamente vistoriados para verificar a sua correta operação, bem como calibração. “A prática mostra que é fundamental verificar o correto posicionamento dos corpos de prova no equipamento, previamente à solicitação mecânica, para garantir uma distribuição uniforme da carga imposta. Dessa forma, tem-se o controle da avaliação do material, garantindo, assim, confiabilidade dos resultados obtidos”, explica Adriana Araújo.

Além desses pontos, para garantir também uma distribuição uniforme da carga dos corpos de prova no ensaio de compressão, deve ser feito um desgaste do topo para remover irregularidades resultantes da etapa de seu preparo. “Desse modo, toda a seção (transversal) do corpo de prova será solicitada igualmente”, complementa.

Normas técnicas

ABNT NBR 7222:2011 – Concreto e argamassa — Determinação da resistência à tração por compressão diametral de corpos de prova cilíndricos;

ABNT NBR 5739:2007 – Concreto – Ensaios de compressão de corpos-de-prova cilíndricos;

ABNT NBR 5738:2015 – Concreto – Procedimento para moldagem e cura de corpos de prova;

ABNT NBR 12142:2010 – Concreto — Determinação da resistência à tração na flexão de corpos de prova prismáticos.

 

Apoio técnico: Adriana Araújo, do Laboratório de Corrosão e Proteção do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT)

Agora, confira como funcionam os ensaios não destrutivos: http://www.mapadaobra.com.br/inovacao/veja-como-funciona-ensaio-de-esclerometria/

 

 

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