Publicado por Carla Rocha em 08/10/2020Novos hábitos de consumo na construção civil
O consumidor passou a investir mais em materiais de construção ou decoração para deixar o ambiente mais funcional e agradável.Créditos: Shutterstock

Novos hábitos de consumo na construção civil

O consumidor passou a investir mais em materiais de construção ou decoração

Segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), as vendas do varejo brasileiro tiveram um aumento de 5,2% no mês de julho em comparação a junho deste ano e a expectativa é de que esse número continue avançando, conforme as taxas de isolamento estão diminuindo, visto que o setor de material de construção, especificamente, teve um avanço de 6,7% se comparado ao mês anterior.

Para Ricardo Adachi, diretor do Sincomavi-SP e da Rede de Lojas Conibase, as prioridades mudaram muito durante a pandemia, então, antes o potencial de compra do consumidor era destinado para outras coisas como roupa, lazer, cinema e entretenimento  ou alimentação e  esse valor (para quem não perdeu a renda) começou a sobrar dentro de casa. Então, ele passou a investir mais no ambiente da casa e investir mais em materiais de construção ou decoração para deixar o ambiente mais funcional e agradável. “Acredito que em algumas regiões do Brasil, principalmente do Nordeste, a renda das famílias, principalmente, aquelas com renda mais  baixa, estão aumentando devido ao auxílio do Governo Federal. Logo, esse público está fazendo muito investimento na parte de alimentação e também de construção, que são as mais básicas de uma família”, ressalta.

 

Consumidor tem buscado mais qualidade de vida

Para Adachi, as pessoas mudaram a forma de ver sua casa e essa mudança possui alguns aspectos importantes, como o investimento. Neste contexto, as pessoas começam a pensar em mudar de casa ou comprar um apartamento ao invés de pagar aluguel. Também existe outro aspecto que é com relação a qualidade de vida porque devido ao trabalho home office, as pessoas têm a opção de escolher morar em um lugar onde o custo do aluguel seja mais baixo, com maior área construída e, até mesmo, com mais qualidade de vida, estando mais próximo de árvores, campos, natureza e ar fresco, porque a distância entre o trabalho e a casa deixou de ser relevante a partir do momento que muitas empresas vão optar pelo home office de forma contínua.
Ainda de acordo com Adachi, quanto mais as lojas tiverem um mix de produtos que atendam a uma solução mais completa para o cliente, maior é a chance de aumentar o ticket médio porque a pandemia continua e as pessoas estão dando prioridade em ir menos vezes nas lojas para comprar tudo aquilo que elas precisam em um lugar só. Outra coisa que a pandemia trouxe foi a necessidade de se adaptar a falta de produto ou até ao atraso de muitos fornecedores – observando esse cenário, muitas pessoas estão adiantando algumas compras com receio de que falte no futuro. “Até porque a China está puxando muitas matérias primas do mundo inteiro para fazer estoque”, complementa.

“Acredito que a junção de juros baixos junto com a mudança de hábitos ocasionada pela COVID-19 gera fatores importantes para que o mercado de construção cresça, pelo menos, nos próximos dois anos”, destaca o representante do Sincomavi-SP. Então, estou vendo isso de forma muito otimista porque as pessoas vão continuar com esse sentimento de mudanças de hábitos que só ocorreriam durante cinco ou  seis anos como, por exemplo, o home office”, esclarece Adachi.

 

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