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Publicado em 28/02/2019Tipos de reboco e para que servem
É preciso ter cautela e especificar de forma correta para que seja cumprida a NBR 15.575 nessa etapaCréditos: Shutterstock

Tipos de reboco e para que servem

Além de tipos diferentes, existem etapas distintas que envolvem o material

Realizado em etapas distintas – chapisco, emboço e reboco – que merecem cuidados especiais, o reboco é uma argamassa composta de ligantes: cimento Portland ou branco e cal, com agregado podendo ser areia natural ou artificial em diversas granulometrias a ser definida dependendo do local de aplicação e do tipo de acabamento desejado e água. “Em algumas situações pode ser adotada a utilização de plastificantes e incorporadores de ar”, ressalta Waldery do Nascimento Júnior, gerente de engenharia da Prumus Construtora.

Para entender como o reboco atua, ele é a camada de regularização da superfície aplicada sobre as vedações, que busca proporcionar um aspecto plano e verticalidade. É corresponsável pela estanqueidade à água e gases e pela proteção da vedação adotada. “Tem funções térmicas, acústicas e ajuda no combate a infiltrações. Também permite receber algum elemento decorativo ou acabamento final em pintura”, complementa o representa da Prumus.

Para que o reboco seja realizado de forma correta, deve-se dar atenção ao traço utilizado, sendo recomendado um estudo criterioso em laboratório conforme cada tipo de areia empregada e resistência desejada definida em projeto. Waldery explica que esse estudo, aliado a outras práticas adotadas no sistema de vedações, evitará futuras manifestações patológicas como fissuras e trincas, geralmente provenientes do uso excessivo do aglomerante cimento ou pela falta de cura.

Tipos de reboco

Pode-se classificar o reboco em tradicionais e não tradicionais, podendo ou não ser estruturados ou armados.

O reboco tradicional é uma argamassa composta de ligantes minerais com: cimento Portland ou branco e cal, areia e água dosada, rodada no canteiro de obra. Já o reboco não tradicional são misturas pré-dosadas em fábricas que, geralmente, apresentam a mesma composição do tradicional, porém, permite que sejam incorporados materiais coadjuvantes que devem alterar as propriedades normais como adição de aditivos e pigmentos. “Esta pré-mistura é encaminhada à obra e quando da sua utilização é adicionada água de amassamento, podem ser entregues na obra a granel ou ensacadas”, complementa o engenheiro.

Vale ressaltar que tanto o reboco tradicional como o não tradicional podem ser estruturados ou armados com a utilização de telas ou malhas metálicas, malhas de fibra de vidro ou PVC.

Como os processos de reboco devem ser realizados

De acordo com Waldery do Nascimento Júnior, a entrada em vigor da NBR 15.575:2013 – Desempenho de Edificações Habitacionais trouxe cuidados necessários para a forma como o reboco deve ser executado. A 4ª parte dessa norma traz os requisitos para os sistemas de vedação.

“Para que o sistema de vedação apresente o desempenho projetado e desejado e atenda sua vida útil, um de seus componentes, neste caso o reboco, precisa ser realizado com critérios pré-definidos objetivando um bom desempenho relativo à estanqueidade à água, ao desempenho térmico, ao desempenho acústico e durabilidade”, explica.

O sistema reboco é composto de chapisco, emboço e reboco, tendo cada uma sua função e definições específicas executadas em etapas distintas. A base que receberá o reboco deverá ser preparada, onde é feita uma limpeza com a retirada de sobras de formas de madeira, pontas de ferros ou arames, limpeza da pulverulência superficial ou qualquer outro objeto estranho que venha a comprometer o sistema.

Finalidades de cada etapa

 

 

  •         Chapisco: Aumentar a rugosidade e melhorar a aderência do revestimento de argamassa uniformizando a superfície quanto à absorção de água. É conhecido como o preparo da base, pode ser aplicado manualmente com colher ou rolo ou com auxilio de maquinas de projeção. “Deverá ser feito de maneira uniforme tendo o cuidado de não exceder a espessura de 3 a 5 mm. Recomenda-se o uso de betoneira ou misturadores para uma melhor homogeneidade da massa bem como a utilização de aditivos plastificantes para diminuir a desagregação da água e o agregado areia”, recomenda o engenheiro da Prumus;

 

  •         Emboço: É responsável pela estanqueidade e pela integridade mecânica do revestimento sendo a camada de revestimento cuja finalidade é a regularização da base proporcionando um aspecto plano e verticalidade para que possa receber o reboco ou outro revestimento decorativo. “Deve ter espessura entre 10 a 15 mm, composta de ligantes, cimento Portland ou branco, aglomerante, areia natural ou artificial e cal, podendo ser utilizados aditivos ou incorporadores de ar conforme a necessidade”, ressalta Waldery;

 

  •         Reboco: É a última etapa desse processo, sendo uma camada fina, com espessura entre 5 e 10 mm cuja finalidade é proporcionar um melhor acabamento final. “É realizado da mesma forma e com a mesma argamassa do reboco, utilizando no final um filtro de espuma visando um acabamento uniforme com menos porosidade. Da mesma forma que o chapisco, emboço e reboco precisam do processo de cura para garantir a hidratação do cimento combatendo fissuras ou trincas”, finaliza o engenheiro.

 

Quer saber mais sobre essas etapas? Confira: https://www.mapadaobra.com.br/capacitacao/chapisco-emboco-e-reboco-bem-feitos-garantem-paredes-lisas-e-planas/

 

 

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