Sistemas de impermeabilização
Impermeabilização evita infiltrações, protege a estrutura, aumenta a durabilidade e garante saúde e segurança aos ambientes.
Imprescindível especialmente em áreas molhadas, a impermeabilização bem feita protege a estrutura das tão temidas infiltrações. Para isso, é essencial que ela atue de forma eficiente estruturas contra patologias causadas pela umidade.
Infiltrações e vazamentos são o pesadelo de qualquer proprietário de imóvel. As causas são diversas: fissuras nas tubulações, pisos danificados ou inadequados para áreas molhadas, rejuntes mal executados, telhados quebrados e, claro, passagem de água, que pode vir do piso ou descer pelas paredes, ocasionada pelas chuvas e condições climáticas. Esses problemas provocam danos à estrutura, além de gerar bolor e mofo, que fazem mal à saúde dos moradores e podem afetar cômodos do andar inferior.
Além disso, podem comprometer áreas externas, como caixas-d’água, piscinas e reservatórios. É muito importante entender que os sistemas de impermeabilização estão presentes em praticamente todas as etapas da construção civil, garantindo durabilidade e segurança às edificações.
A fim de evitar tais problemas, especialistas defendem que os sistemas de impermeabilização são imprescindíveis. Isso porque a técnica protege a estrutura de qualquer área sujeita à lavagem e aumenta a sua vida útil. Sendo assim, o uso correto dos impermeabilizantes é essencial para prevenir infiltrações e vazamentos.
Tipos de sistemas de impermeabilização
A impermeabilização é tão importante que existem normas que estabelecem exigências e recomendações para a sua execução: NBR 9574/2008, NBR 9575/2010 e NBR 15575/2013 – Edificações Habitacionais – Desempenho. Esta última é fundamental, pois define o que são áreas molhadas e molháveis.
Conforme o texto, áreas molhadas são aquelas cujo uso pode formar lâminas d’água, como banheiros com chuveiro, áreas de serviço e áreas descobertas. Já as áreas molháveis são aquelas que apenas recebem respingos de água, a exemplo de banheiros sem chuveiro, lavabos, cozinhas, sacadas cobertas, entre outros.
Dessa forma, essas definições auxiliam na escolha do sistema de impermeabilização adequado, que pode ser flexível ou rígido. O sistema flexível utiliza membranas moldadas na obra (emulsão asfáltica, membrana de poliuretano, membrana de poliureia, membrana acrílica e resina termoplástica) ou mantas pré-fabricadas (manta asfáltica e membranas sintéticas), enquanto o rígido utiliza argamassa impermeável com aditivos hidrofugantes, argamassa polimérica, cimento cristalizante, cimento modificado com polimérico e resinas epóxi.
Impermeabilizantes podem ser aplicados em caixas-d’água, piscinas, lajes, varandas, subsolos e diversas outras estruturas que exigem estanqueidade. O tipo de produto é feito de acordo com as condições do local e o material a ser protegido.
Sendo assim, conhecer os tipos de impermeabilizantes e seus usos adequados evita retrabalho, desperdício e prejuízos.
Impermeabilização perfeita
A regra de ouro para sistemas de impermeabilização nota 10 é seguir fielmente todas as recomendações do fabricante do produto escolhido, porque as características diferem. Dúvidas sobre impermeabilização e sobre qual sistema ou produto escolher devem ser sempre esclarecidas com profissionais especializados.
Veja dicas úteis a seguir:
– Fazer o assentamento correto do piso, com a utilização de materiais adequados e mão de obra especializada.
– Ter cuidado em dobro na hora de fazer o rejunte, pois é ele que impede que a água se infiltre entre a impermeabilização e o contrapiso.
– Regularizar o piso com argamassa pronta ou preparada in loco.
– Dedicar atenção ao caimento. A norma determina que ele seja de 0,5% e que sejam feitas barreiras nas portas e no boxe.
– Verificar o chumbamento das tubulações.
– Impermeabilizar o piso de forma contínua antes de colocar o revestimento.
– Impermeabilizar o banheiro inteiro, sobretudo a área do boxe.
– Colocar um dreno embaixo da banheira.
– Instalar ralos para escoamento da água.
– Refazer a impermeabilização sempre que o piso for perfurado.
– Após a conclusão, realizar o teste de estanqueidade, fechando os ralos e deixando uma lâmina de água de 5 cm por 72 horas para verificar se há passagem de água.
Qualquer outro ambiente exposto à umidade deve receber atenção semelhante, pois a impermeabilização também contribui para a conservação das estruturas e para o meio ambiente, evitando desperdício de água e reduzindo a necessidade de reparos.

