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Publicado em 08/07/2014Cisterna: veja como construir uma

Cisterna: veja como construir uma

Acompanhe todos os passos da execução de cisternas feitas com cimento e malhas de aço

A grande vantagem da cisterna de ferro-cimento, para armazenar água da chuva, é que ela pode ser feita a partir de materiais básicos da construção civil – malha de ferro, tela de viveiro, arame recozido, cimento, brita e areia-, e ficar pronta com a força de apenas dois trabalhadores. Que tal descobrir como construir uma cisterna?

As ferramentas necessárias são: tesoura de cortar tela, serra de arco, torquês, chave para dobrar aço, balde, desempenadeira, colher de pedreiro, chapa galvanizada, compactador de solo, esponja para acabamento superficial. Conforme observa o arquiteto Tomaz Lotufo, “levar uma cisterna de plástico até comunidades mais distantes pode ser complicado. Nesses casos, a solução em ferro-cimento pode ser mais útil”.

Acompanhe a seguir os procedimentos para construir cisterna de ferro-cimento para 16 mil litros d’água.

Incorporação de aditivos melhora desempenho dos materiais

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  • Para não haver diferenças nas medidas, agora é o momento de cortar a armadura da tampa, sobre a armação da base - Foto: Divulgação BioArquitetura/Tomaz Lotufo
  • A tampa é cônica. Para facilitar sua execução, é feita com quatro segmentos de círculo. Sobre segmentos de malha com 2 m x 2,5 m, corte quatro cones com 1,58 m de lado, conforme indicado na figura. Na parte maior, dobre 0,10 m para baixo e sobreponha as peças até ficar do mesmo tamanho do fundo - Foto: Divulgação BioArquitetura/Tomaz Lotufo
  • Olhando de cima, a tampa terá 1,50 m de diâmetro, com uma abertura bem no centro de 0,60 m de diâmetro. De lado, a altura deve ser de 0,50 m, com 1,26 m de comprimento desde a base até o início da abertura. A base, por sua vez, deve ser de 0,10 cm. A cada 0,30 m, amarre uma cinta de vergalhão com 4,2 mm em toda a volta do cone. Foto: Divulgação BioArquitetura/Tomaz Lotufo
  • Para fazer a parede da cisterna, desenrole a malha até atingir um comprimento que seja equivalente ao perímetro do reservatório, acrescido de 0,30 cm. Para obter a medida do perímetro, é preciso aplicar a seguinte fórmula: 2 x “Pi” x R. “Pi” é um número que representa a relação entre o perímetro de uma circunferência e seu diâmetro. Não importa o tamanho do círculo, seu valor é sempre 3,14. Como o raio (R) de nossa cisterna é 1,50 m, então nossa conta fica assim: 2 x 3,14 x 1,50 = 9,42 m. Como precisamos de 0,30 m a mais para sobrepor e amarrar, o perímetro total é 9,72 m - Foto: Divulgação BioArquitetura/Tomaz Lotufo
  • A tela “Pop” deve ser totalmente recoberta por tela de viveiro de passarinho, que pode ser de metal ou plástico. Amarre a tela de viveiro à tela Pop com auxílio do arame e da torquês. Faça o mesmo com a tampa. No piso não é necessário - Foto: Divulgação BioArquitetura/Tomaz Lotufo
  • Faça um anzol com o arame para a amarração, e torça com a torquês - Foto: Divulgação BioArquitetura/Tomaz Lotufo
  • Faça um anzol com o arame para a amarração, e torça com a torquês - Foto: Divulgação BioArquitetura/Tomaz Lotufo
  • Posicione a tela já cortada sobre a base, sobrepondo em 0,15 m e amarrando. Amarre o segmento de tela do piso que foi dobrado para cima à tela que compõe o cilindro. Muita atenção para deixar a tela de viveiro voltada para o lado externo. Caso fique para dentro, ela vai enrugar e prejudicar a aplicação da massa - Foto: Divulgação BioArquitetura/Tomaz Lotufo
  • A tampa deve ser amarrada da mesma maneira - Foto: Divulgação BioArquitetura/Tomaz Lotufo
  • É possível montar a gaiola fora do local definitivo. Depois, basta posicioná-la sobre o contrapiso - Foto: Divulgação BioArquitetura/Tomaz Lotufo
  • Para acessar os pontos altos e o interior da cisterna, use um andaime, que pode ser feito com duas escadas e uma plataforma apoiada - Foto: Divulgação BioArquitetura/Tomaz Lotufo
  • O trabalho de massear a cisterna – ou seja, fazer sua parede – é feito a quatro mãos. Uma pessoa tem que ficar do lado de dentro do cilindro, segurando a chapa; a outra, por fora, aplica a massa com colher de pedreiro e desempenadeira - Foto: Divulgação BioArquitetura/Tomaz Lotufo
  • A chapa de apoio à desempenadeira cria uma superfície lisa sobre a qual é aplicada a massa. Sem essa ferramenta, que faz o papel de fôrma, a massa não adere à armação. A chapa galvanizada também pode ser um simples segmento de calha. Corte pedaços de 0,30 m x 0,50 m. Do segmento de 0,50 m, dobre 0,10 m de cada lado. Corte o miolo desta dobra para criar um apoio para as mãos - Foto: Divulgação BioArquitetura/Tomaz Lotufo
  • A massa para a parede deve ter traço composto por duas partes de areia média peneirada para uma parte de cimento. Na tampa e no piso, o traço é de três partes de areia, para uma de cimento. Para diminuir a vibração, a aplicação da massa na parede deve ser feita em colunas - e não em camadas. Enquanto uma pessoa fica por fora, aplicando a massa, a outra fica por dentro, dando apoio com a chapa galvanizada. Na primeira camada da aplicação, a espessura final é de aproximadamente 1 cm - Foto: Divulgação BioArquitetura/Tomaz Lotufo
  • Finalizada a volta, o mesmo deve ser feito na tampa. Dessa vez, com massa na proporção de três partes de areia, para uma de cimento. O processo continua sendo feito a quatro mãos: por dentro, dá-se apoio com a chapa; outro fica por fora, aplicando a massa. Dica: finalizada a primeira camada, aproveite a massa que caiu no chão para passar no piso - Foto: Divulgação BioArquitetura/Tomaz Lotufo
  • Deixe um furo com 10 cm de diâmetro na tampa para a entrada da água de reserva, e faça um furo na parte de baixo para escoar a água para consumo - Foto: Divulgação BioArquitetura/Tomaz Lotufo
  • Tanto na parede quanto na tampa, a segunda camada de massa é aplicada só no dia seguinte, nos mesmos traços já descritos anteriormente - Foto: Divulgação BioArquitetura/Tomaz Lotufo
  • Com a esponja, dê o acabamento final, deixando a superfície bem lisa - Foto: Divulgação BioArquitetura/Tomaz Lotufo
  • A tampa da cisterna é fundamental para impedir a entrada de insetos, a incidência de luz solar e a proliferação de algas. A tampa pode ser feita a partir da mesma técnica, com malha “Pop”, tela de viveiro e argamassa - Foto: Divulgação BioArquitetura/Tomaz Lotufo
  • É no terceiro dia que se dá o acabamento final, com preenchimento de eventuais buracos com massa. Em seguida, a cisterna deve ser completamente preenchida com água. Esse procedimento é fundamental para a cura do cimento e vedação das fissuras, com impermeabilização total do reservatório. Essa etapa não pode esperar. Caso contrário, a reação de cura não ocorre adequadamente. Conectada à calha, a tubulação de captação deve ter um dispositivo para dispensar os primeiros dez minutos de água suja escorrida do telhado: é possível deixar o tubo de captação desconectado na primeira chuva ou, entre a captação e a entrada, posicionar um segundo tubo. Até que ele se encha, a água não entrará na cisterna - Foto: Divulgação BioArquitetura/Tomaz Lotufo
  • A primeira etapa é cavar a base, que tem profundidade de 10 cm. A largura deve ser de um metro além do diâmetro da cisterna. Assim, se a cisterna tem 3 m de diâmetro, a base deve ter 4 m de diâmetro. Aqui, nossa cisterna tem 1,5 m de raio (ou 3 m de diâmetro). Logo, a base terá 4 m de diâmetro - Foto: Divulgação BioArquitetura/Tomaz Lotufo
  • A primeira etapa é cavar a base, que tem profundidade de 10 cm. A largura deve ser de um metro além do diâmetro da cisterna. Assim, se a cisterna tem 3 m de diâmetro, a base deve ter 4 m de diâmetro. Aqui, nossa cisterna tem 1,5 m de raio (ou 3 m de diâmetro). Logo, a base terá 4 m de diâmetro - Foto: Divulgação BioArquitetura/Tomaz Lotufo
  • Colocar brita e areia no fundo e socar com auxílio do compactador - Foto: Divulgação BioArquitetura/Tomaz Lotufo
  • Agora é hora de fazer o contrapiso, que deve ter 4 cm de espessura, e nenhuma inclinação. O traço do contrapiso é de três partes de areia, três partes de brita e uma de cimento. O contrapiso avança além da borda da cisterna. Assim, deve ter 1,65 m de raio, com diâmetro de 3,30 m - Foto: Divulgação BioArquitetura/Tomaz Lotufo
  • Feito o contrapiso, é o momento de esticar e cortar a malha do fundo. A malha de ferro é do tipo “Pop”- vendida por metro, em rolos de 2 m de largura. Logo, serão necessárias duas partes de 3,30 m de comprimento. Sobreponha os 0,35 m que sobram de cada parte, e amarre com auxílio de arame recozido. Dica: a armação também pode ser feita de bambu em trama. A diferença é que ele aumenta o consumo do cimento, já que sua camada será mais espessa - o bambu tem maior diâmetro; suas próprias paredes são mais espessas - Foto: Divulgação BioArquitetura/Tomaz Lotufo
  • Dobre para cima 0,15 m da malha em todo o perímetro da base - Foto: Divulgação BioArquitetura/Tomaz Lotufo
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