Publicado em 14/05/2013Tratamento acústico depende de bom gerenciamento da obra
Produtos utilizados para realizar isolamento acústico podem ser mantas compostas por materiais leves e porososCréditos: Shutterstock

Tratamento acústico depende de bom gerenciamento da obra

Eficiência acústica depende de gerenciamento rigoroso da obra e tem início na concepção do projeto

O tratamento acústico de uma obra é realizado para promover maior conforto a ambientes, como: hospitais, residências ou escritórios. Ele funciona empregando materiais que isolem os ruídos, sendo eles externos (do entorno do prédio) ou internos (derivados da própria edificação, como das tubulações). Os materiais utilizados para aumentar o isolamento acústico, podem ser mantas compostas de materiais leves e porosos, como lã de vidro, espuma de poliuretano e lã de rocha. Esses materiais conseguem absorver as ondas sonoras e, geralmente, são usados em paredes drywall, contrapisos acústicos e forros, por exemplo.

O momento da concepção do projeto é a hora certa para pensar nesse tratamento acústico. Por vezes, isso acontece antes da compra do terreno, quando são checados os níveis de ruído local, avaliando a “paisagem sonora” do entorno. “Esse procedimento inicial determina a tipologia das fachadas e influi até mesmo na disposição interna dos ambientes”, afirma o engenheiro Davi Akkerman, diretor da consultoria Harmonia Acústica. Devem ser feitas medições por meio de ensaios acústicos descritos na norma da Associação Brasileira de Normas Técnicas ABNT NBR 15575/2013, que tem como uma de suas vertentes falar sobre vedações verticais externas e internas, pisos, coberturas e instalações hidrossanitárias.

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Quem faz os testes de tempo de reverberação, ruído de fundo e nível de pressão sonora são laboratórios de empresas especializadas em avaliações de sistemas prediais. Segundo o especialista, é preciso que a edificação tenha os desempenhos acústicos mínimos requeridos de acordo com a tipologia construtiva: 20 decibels (dB) em relação a vedações verticais externas e coberturas, em zonas mais tranquilas; 25 dB  para área residencial geral, e 30 dB em locais movimentados e barulhentos.

Nos pisos, o ruído de impacto máximo é de 80 dB (o ouvido humano começa a doer a partir de 140 dB), e também vai ser preciso avaliar casas de máquinas de elevadores, bombas, exaustores, ventiladores e instalações hidrossanitárias.

Execução da obra x tratamento acústico

Testes, porém, não bastam: a execução dos serviços terá de ser fiel ao projetado. Para Akkerman, é necessário esmero na qualidade executiva, o que impede simplificações e mudanças no layout de última hora. Toda obra deve ter acompanhamento e fiscalização capazes de impedir tais modificações, que podem alterar a eficiência acústica resultante.

A gestão é parte fundamental de qualquer obra e deve ser compreendida como um investimento para que os resultados sejam positivos e os prazos sejam cumpridos.

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Normas Técnicas

ABNT NBR 10151:2000 Versão Corrigida:2003 – Acústica – Avaliação do ruído em áreas habitadas, visando o conforto da comunidade – Procedimento;

ABNT NBR 10152:2017 – Acústica — Níveis de pressão sonora em ambientes internos a edificações

ABNT NBR 12179:1992 – Tratamento acústico em recintos fechados – Procedimento

ABNT NBR 15575-1:2013 – Edificações habitacionais — Desempenho – Parte 1: Requisitos gerais

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