Publicado em 19/07/2019Sistema hidráulico: entenda como funciona
O sistema hidráulico deve ser projetado e executado de maneira eficiente para que não haja possibilidade da água potável deixar de atender ao padrão de potabilidadeCréditos: Shutterstock

Sistema hidráulico: entenda como funciona

Exigências e recomendações estabelecidas na norma devem ser consideradas pelos projetistas

As instalações hidráulicas são compostas de sistemas e subsistemas de uma edificação que servem para captar, transportar e armazenar fluidos e podem ser instalações de água fria, de esgoto, de água quente, instalações de água pluvial ou de combate a incêndios, por exemplo.  Os componentes e materiais utilizados nas instalações hidráulicas devem considerar as recomendações previstas na NBR 5626:1996 – Instalação predial de água fria que coloca algumas exigências e recomendações que devem ser consideradas pelos projetistas, construtores, instaladores e fabricantes de materiais, bem como pelos próprios usuários.

Helio Narchi, professor do curso de Engenharia Civil do Instituto Mauá de Tecnologia, explica que as instalações de distribuição abrangem as tubulações que se originam no reservatório superior e conduzem a água aos pontos de consumo nos apartamentos e áreas comuns do edifício. Incluem o barrilete, colunas de distribuição, que são coletivos, e os ramais e sub-ramais de distribuição que são individuais (de cada apartamento). O sistema inteiro funciona pressurizado.

 

Instalação do sistema hidráulico

O sistema hidráulico é muito fácil de ser instalado e também muito eficiente por se tratar de um sistema capaz de gerar movimento e força de maneira mecânica através de pressurização de fluidos. O projeto da instalação predial do sistema hidráulico deve ser elaborado de modo a tornar o mais eficiente possível a utilização da água e energia nela utilizadas. Usualmente, este princípio implica a redução do consumo de água e energia a valores mínimos necessários e suficientes para o bom funcionamento da instalação e para satisfação das exigências do usuário, fazendo com que as instalações prediais de água fria devam ser projetadas, executadas e usadas de modo a evitar ou minimizar problemas de corrosão ou degradação.

As instalações de água quente consistem, em geral, nas redes específicas dos apartamentos que levam a água aquecida para os pontos de utilização em banheiros e cozinhas. Essa rede é alimentada por um aquecedor que pode ser de acumulação (“boiler”) ou de passagem. Em algumas edificações há sistema coletivo de água quente. “As instalações de esgotos incluem os ramais de esgotos dos apartamentos, que são tubulações que se originam em todos os pontos de utilização e que conduzem as águas residuais destes para tubulações dos sistemas coletivos”, aponta. Esses sistemas são compostos por colunas verticais, coletores e caixas de inspeção. O destino das águas residuárias, sempre que possível, é a rede coletora pública. “Na inexistência desta, a edificação deve contar com uma unidade própria para tratamento e destino dos esgotos”, destaca.

 

Estrutura

Devido à necessidade do volume de água ser muito grande ou da pressão hidráulica ser muito elevada, pode ser necessário posicionar o reservatório em uma estrutura independente, externa ao edifício. Tal alternativa, usualmente denominada tanque, tonel ou castelo d’água é por definição um reservatório e como tal deve ser tratado. De acordo com informações da NBR 5626, o sistema hidráulico deve ser projetado e executado de maneira eficiente para que não haja possibilidade, dentro dos limites da previsibilidade, de a água potável deixar de atender ao padrão de potabilidade, constituindo-se em risco para a saúde humana, ou de ela ficar inadequada para o uso pretendido. Entre o conjunto de cuidados a ser observada, a instalação predial de água fria não deve especificamente afetar a qualidade da água através de:

 

  1. a) contato com materiais inadequados;
  2. b) refluxo de água usada para a fonte de abastecimento ou para a própria instalação predial de água fria;
  3. c) interligação entre a tubulação conduzindo água potável e a tubulação conduzindo água não potável

 

Em uma situação com abastecimento indireto, onde os edifícios possuem vários pavimentos alimentados através de colunas de distribuição, que nutrem aparelhos desabastecidos de separação atmosférica, portanto deve-se prever a proteção contra refluxo de água de um ramal para as referidas colunas. É recomendada a ventilação de coluna de distribuição onde o diâmetro da tubulação de ventilação deve ser definido pelo projetista, sendo aconselhável a adesão de diâmetro igual ao da coluna de distribuição.

 

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