Publicado em 26/11/2013Sebrae incentiva contratação de pessoas com deficiência

Sebrae incentiva contratação de pessoas com deficiência

Adaptações tecnológicas incluem portadores de deficiência no trabalho em pequenas revendas

O Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae-SP), em parceria com a Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência do Estado de São Paulo, lançou em julho o projeto Mais Acessível, para incentivar a contratação de pessoas com deficiência nas micro e pequenas empresas. O projeto busca capacitar empresários em temas de gestão, com o auxílio de vídeos e biblioteca virtual para áudio, disponíveis pelo site do Sebrae-SP.

“É possível ter funcionários deficientes em qualquer empresa – inclusive nas pequenas revendas de materiais de construção –, que podem vir a desempenhar diferentes funções, de acordo com seu grau de deficiência”, afirma o presidente da Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco), Cláudio Conz.

“Precisamos entender que a grande dificuldade não é a deficiência das pessoas, mas sim sua falta de qualificação.” O site do Sebrae disponibiliza aplicativos com recursos de acessibilidade, como ampliador de tela para deficientes de baixo grau de visão, ou leitor de tela, para aqueles que não enxergam. O leitor é um software que “fala” os textos acessados.

Leia também: A importância da qualificação da equipe de vendas no varejo

A contratação de pessoas com deficiência no mercado de trabalho é obrigatória desde a regulamentação da lei 8.231/1991. Micro e pequenas empresas, no entanto, não se enquadram nela, mas podem contribuir para o processo de inserção. De acordo com a gestora do Programa de Acessibilidade do Sebrae-SP, Ana Paula Peguim, ao entrevistar um candidato com deficiência é importante perguntar sobre suas competências e se há necessidade de adaptação ao ambiente de trabalho. “Para um profissional experiente na área administrativa e com deficiência visual, há ferramentas tecnológicas, como leitores de tela ou monitores de grande dimensão”, confirma a gestora.

Candidatos com síndrome de Down podem executar controle de estoque ou fazer os primeiros atendimentos ao cliente. Cadeirantes trabalharão nas vendas, desde que os corredores da loja permitam sua circulação e a do cliente, juntos. “Tudo depende do comprometimento e da vontade de incluir”, explica.

A disposição das amostras de produtos deve permitir a passagem de cadeiras de rodas, mães com crianças, idosos com bengalas ou andadores. Áreas de circulação levam faixas nos pisos, com textura e cores diferenciadas, para facilitar a identificação do percurso. Balcões de atendimento permitem a aproximação frontal de cadeiras de rodas – todos esses passos facilitam a contratação de pessoas com deficiência.

Para ter um ambiente mais inclusivo, serão necessárias rampas de acesso, vagas reservadas com faixa lateral livre, calçada com inclinação, largura e pisos adequados, entrada pela porta principal por rampa e circulação interna por corredores de largura mínima 1,2 m, livres de barreiras. Os detalhes de especificação de projetos estão na NBR 9050/2004, norma da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). “A equipe de trabalho deve ser informada e preparada para receber bem o profissional com deficiência, ao invés de tratá-lo com desrespeito, preconceito e apelidos”, relembra Ana Paula. O microempresário tem papel essencial na instrução de seus funcionários acerca do tema, e deve fazer pessoalmente esta gestão.

Inserir condutas de ética profissional no seu negócio pode ser a chave para um ambiente de trabalho organizado, saudável e harmônico

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