Publicado em 07/03/2017Sarrafeamento é necessário para regularizar a superfície
Paulo Barros / e-ConstrumarketCréditos: O sarrafeamento pode ser realizado com régua de alumínio, que retira o excesso da argamassa aplicada na superfície

Sarrafeamento é necessário para regularizar a superfície

O serviço garante parede ou contrapiso com espessura uniforme e pronta para receber acabamento

O sarrafeamento é uma das etapas mais importantes na execução de emboço, reboco, contrapiso ou laje. Ele é necessário para regularizar a superfície, deixando-a com espessura uniforme e pronta para receber o acabamento. Quando mal feito, pode ocasionar trincas e fissuras na superfície. No entanto, há ferramentas e técnicas adequadas para garantir uma boa execução.

O sarrafeamento geralmente é feito com o auxílio de uma régua em liga de alumínio ou de madeira, sendo que o primeiro tipo permite uma aplicação mais firme e de melhor desempenho, enquanto o segundo é mais utilizado em obras de pequeno porte. Em outras execuções, como piso de concreto ou laje, o mercado dispõe de equipamentos mais avançados, como a régua vibratória.

Sarrafeamento do emboço, do reboco e do contrapiso

Pode-se dizer que o sarrafeamento do emboço e reboco ocorre em dois momentos. O primeiro é quando se executam as taliscas (que servem para dar referência à espessura da argamassa e plumar a parede), ou seja, a régua é utilizada para retirar o excesso da argamassa que cria a faixa mestra. O segundo é após o preenchimento de toda a parede, o início da atividade ocorre quando a massa aderida está em boa consistência, sem soltar ou ficar completamente endurecida (geralmente depois de 30 a 50 minutos de a argamassa ser aplicada).

A régua é posicionada para determinar a espessura da camada. Depois, com movimentos de baixo para cima, ela remove o excesso da argamassa até atingir o nível determinado. A ferramenta também é passada no sentido vertical, de um lado para o outro. Aqui é importante manuseá-la lentamente, de modo a não comprometer a aderência da argamassa, nem remover mais do que o necessário.

Depois disso, já é possível dar o acabamento (antes do revestimento) com uma desempenadeira de madeira, PVC ou de espuma – essa última, em situações nas quais a obra deseja uma aparência camurçada – deve-se tomar cuidado com o uso em excesso de água nessa fase, pois poderá enfraquecer a superfície.

No caso do contrapiso, o sarrafeamento acompanha as etapas das taliscas e mestras (de modo semelhante ao do reboco) e da aplicação da argamassa sobre a base, que é compactada por um compactador manual (uma espécie de soquete), logo em seguida inicia-se a fase de sarrafeamento. A régua de alumínio entra para retirar o excesso e deixar a superfície pronta para uso ou para a instalação do acabamento.

Vale lembrar que, para essas aplicações, a qualidade da argamassa é fundamental. Por isso, recomenda-se o uso das argamassas Matrix (Contrapiso, Múltiplo Uso, Revestimento Interno, Revestimento de Fachada e Projeção), no caso da obra optar por produzir a argamassa em canteiro, é indicado o uso do cimento Todas as Obras, da Votorantim Cimentos, um produto que se notabiliza pela secagem rápida e alta resistência.

Sarrafeamento mecânico

A execução de piso de concreto ou de lajes pode passar por um processo conhecido como concreto sarrafeado. Conforme citado anteriormente, o método lança mão de um equipamento chamado régua vibratória, uma solução projetada exclusivamente para acabamento de pisos, que funciona com o auxílio de trilhos de alumínio. Essa aplicação conta, também, com o uso de um nível a laser, que ajuda a estabelecer a planicidade da superfície.

Com a régua vibratória, é possível reduzir a mão de obra e a quantidade de materiais para o contrapiso (como taliscas e mestras), além de deixar o serviço mais rápido e produtivo ou até mesmo eliminar esta etapa.

Ainda no que diz respeito à aplicação em lajes, é preciso entender que, antes do equipamento ser utilizado, há a etapa de bombeamento do concreto, que é feito aos poucos, de modo a evitar a formação de bolhas. Nesse momento, dois a quatro operários ficam sarrafeando manualmente o concreto para facilitar a disposição do material. Só depois entra o uso da régua vibratória.

 

Sarrafeamento, chapisco, emboço e reboco bem-feitos garantem paredes lisas e planas.

 

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