Publicado em 13/06/2013Projetista Flávio Castro fala sobre arquitetura e influências

Projetista Flávio Castro fala sobre arquitetura e influências

Morar fora do Brasil ampliou o olhar de Flavio Castro, que conta sobre processos de trabalho diferentes

O arquiteto Flavio Castro tem apenas 30 anos e já coleciona prêmios no Brasil e na Inglaterra. Formado pela Universidade Mackenzie, fez mestrado na Universidade Politécnica da Catalunha e trabalhou em escritórios nacionais e internacionais. O contato com espanhóis, italianos e alemães trouxe a oportunidade de aprender diferentes processos de trabalho e aumentar seu leque de referências – tão importantes ao projetista de arquitetura.

Após três anos na Espanha (2006 -2009), Castro montou seu escritório em São Paulo. Desde então, expôs na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo do Mackenzie e na 8ª Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo. Deve em breve publicar estudo sobre a obra de Jean Prouvé.

Mapa da Obra – É preciso estudar e trabalhar fora para garantir o sucesso no desempenho desta profissão? 
Flavio Castro – Não é obrigatório, mas é importante. Quando projetamos, a mente busca referências de trabalhos anteriores e obras vistas em outros lugares, a partir do ponto de vista de outras culturas. Não existe inspiração divina. Tudo é repertório. E ele cresce diariamente, quando se estuda ou trabalha em outros países.

Mapa da Obra – Como se dá o processo de inserção neste novo repertório?
Flavio Castro – A melhor maneira de entender o nosso próprio contexto é observar ao redor, e ver outras culturas. Veremos que nossa realidade é apenas mais uma, entre tantas. Quando isso acontece, passamos a criar de forma mais consciente e aberta. As pessoas que não fazem isso acreditam que o seu contexto é sempre o melhor. Já os que se permitem essa abertura, melhoram sua percepção dos espaços.

Mapa da Obra – Para você, o que é a boa arquitetura?
Flavio Castro – Tenho 50 projetos assinados, nas mais variadas escalas – desde pequenos apartamentos, a casas de 800m², além de peças de design. A boa arquitetura, para mim, é feita de obras pensadas para, em poucos gestos, agradar o cliente e facilitar a vida das famílias, ou de quem quer que utilize os espaços. E isso independe da escala da obra e do projetista.

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