Publicado em 30/09/2015Por que ter uma franquia?

Por que ter uma franquia?

Uma franquia pode aumentar a clientela, faturamento e o acesso a sistemas eficientes de gestão e marketing

Não há muitas opções para o comércio varejista de materiais de construção, mas ainda assim é possível aproveitar algumas boas oportunidades de obter uma franquia.

Locação de equipamentos, prestação de serviços, fabricação e instalação de calhas, lojas especializadas em porcelanatos, sistemas construtivos pré-fabricados e revestimentos como pisos laminados e vinílicos são atividades que podem ser franqueadas, segundo informações da Associação Brasileira de  (ABF). A Dicico é o grande nome que aparece na lista, para quem quer ter força na revenda de materiais.

O vice-presidente da ABF, Altino Cristofoletti Junior, explica que a entrada no mundo da franquia prevê duas situações:“Na primeira, a pessoa já está no ramo de material de construção, ou algum outro relacionado, e muda a sua ‘bandeira’, para franquear o negócio”, diz. Nesse caso, o revendedor vai continuar no mesmo ponto de venda, só que, agora, aproveitando as benesses do sistema de franchising.

A segunda opção é começar do zero, ou fechar o negócio que já existe e entrar em outro. “O primeiro caso chamamos de franquias de conversão – o empreendedor vai ter que mudar a fachada da loja, o layout do ponto de venda, e passar a usar a marca da franquia”, ensina.

Vantagens de ter uma franquia

As vantagens de ser um franqueado são muitas. Marcas como a Dicico têm abrangência nacional, e estão inseridas em rede. Isso muda a percepção do cliente a respeito da seriedade do negócio. “A presença geográfica do lojista é maior, e o seu negócio terá muito mais força de marketing, com recursos disponíveis de um fundo de propaganda que beneficia todos os franqueados da rede”.

O fundo é formado por contribuições dos próprios franqueados e, segundo a ABF, o volume a investir é o mesmo que o revendedor gastaria sozinho, se estivesse tocando seu negócio próprio – só que na franquia os resultados são muitos mais eficientes.

O poder de compra e barganha com fornecedores também aumenta. Quanto maior a abrangência e número de lojas de uma marca, maior o volume comprado de materiais nos fabricantes – daí, menor o preço de compra, o que possibilita oferecer preços mais interessantes ao consumidor. É um passo à frente, no exercício da concorrência.

“O pequeno comerciante que entra em franquias sente a diferença principalmente quanto à gestão, que antes era própria, e do jeito que ele queria, e agora passa a ser padronizada, a partir de processos pré-definidos pela marca, e que ele deve seguir”, alerta. Assim, o preço pago pelo aumento da clientela – e do faturamento – é a liberdade na gestão, porque o franqueado terá que abrir mão dela.

Mas abrir mão de gerir o negócio do jeito que bem entender também traz outras vantagens: as redes têm sistemas integrados e softwares prontos, a que o franqueado tem acesso. Ele não precisará investir para desenvolver métodos de logística, controle de entrada, saída e estoque de produtos – até o treinamento de balconistas é sistematizado e pronto.

“O comerciante tem condições melhores de saber se sua loja vai bem ou mal, porque como todas as lojas trabalham num mesmo sistema de gestão, inclusive financeira, ele pode comparar seu ponto de venda a outros de mesmo perfil, tipo de localização e porte.”
Só nessa mudança de métodos de gestão, marketing e capacitação de pessoal, o ganho de escala do negócio chega a ser duas ou três vezes maior da que teria o empreendedor de uma pequena loja de bairro.

“Por outro lado, quem tem uma loja própria, não paga royalties”, pondera o vice-presidente da ABF. Esse é o nome da remuneração do franqueador, que pode variar de 5% a 10% do faturamento bruto da loja. Além disso, o trabalho é intenso, porque é preciso manter a qualidade e o padrão da marca. “O investimento inicial é variável, podendo ir de R$ 80 mil a R$ 1,5 mi”, diz Altino Cristofoletti.

Para abrir uma franquia, no entanto, é preciso pensar muito antes. O empreendedor tem que se identificar com a rede, e não decidir pela emoção. “Pesquise muito, converse com franqueados da rede, para ver se estão satisfeitos e quais críticas têm”, indica o porta-voz da ABF.

Para ele, o risco do insucesso existe – como em qualquer outro tipo de negócio. A franquia não é, portanto, garantia de que os lucros virão, mas aumentam sua chance. “Tem que trabalhar muito; 50% do sucesso do negócio dependerão dos esforços do franqueado”, conclui.

Saiba como organizar o cadastro de fornecedores como essa ação influencia até nos resultados das venda
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