Publicado em 19/12/2018Infraestrutura brasileira: Conheça a plataforma de dados criada pela FDC
Rodovia é o principal meio para transporte de cargasCréditos: Shutterstock

Infraestrutura brasileira: Conheça a plataforma de dados criada pela FDC

Fundação Dom Cabral utiliza inovação para melhorar o uso de dados de uma das áreas que mais necessita de investimentos no país

Em junho de 2018, a Fundação Dom Cabral lançou para o mercado, a PILT/FDC (Plataforma de Infraestrutura em Logística de Transporte). A PILT, nada mais é, do que uma plataforma com inserção de dados sobre infraestrutura de logística de transporte. Seu papel é cruzar diferentes bancos de dados no conceito de big data analytic, desenvolver estudos georreferenciados e simulações multivariadas.

Criada pelo Núcleo de Logística, Supply Chain e Infraestrutura da FDC, na PILT são considerados dados estaduais e federais nessa composição. De acordo com informações da Fundação Dom Cabral, a plataforma se estruturou a partir de parcerias institucionais para acesso aos bancos de dados primários de empresas, como: EPL (Empresa de Planejamento e Logística), DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), ANTT (A Agência Nacional de Transportes Terrestres), Ministério dos Transportes, entre outras. Além dessas parcerias, instituições privadas também auxiliaram com recursos financeiros, tais como: EcoRodovias, CCR, Arteris, VLI e Queiroz Galvão Infraestrutura.

“A proposta da PILT/FDC é contribuir com governos, entidades de classe e empresas privadas na identificação de projetos estruturadores da rede multimodal de transportes, no contexto de um Planejamento de Longo Prazo sem relações com partidos, legendas, e grupos de interesse, na direção de uma política de Estado para a Infraestrutura de Transportes no Brasil”, reforça a instituição.

Obras paralisadas

Entendendo que a infraestrutura brasileira é um dos setores que mais carece de investimentos e atenção, a plataforma chega no momento em que muitas obras do país estão paralisadas. Esse ano, por exemplo, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) lançou o documento “Grandes obras paradas: como enfrentar o problema?”. Nesse material foram destacadas três grandes obras: Ferrovia de Integração Oeste-Leste; Transposição do Rio São Francisco; e Ferrovia Transnordestina.

O estudo traz também dados sobre obras de infraestrutura paradas do relatório do FGTS, que é divulgado anualmente pelo Ministério das Cidades e lista os projetos financiados com recursos do FGTS que estão parados. De acordo com o material, em 2016 existiam 2.318 obras financiadas, destas, 413 estavam paralisadas.

 

Estudo Diagnóstico e Projeções para a Infraestrutura de Logística de Transporte no Brasil

O primeiro estudo elaborado pela plataforma trouxe alguns dados interessantes para o mercado. De acordo com o material, 195,2 mil km são rodovias brasileiras responsáveis pelo transporte de cargas no Brasil. Segundo o Governo Federal, isso representa 54% do total e é seguido por ferrovias (26,4%), aquaviários (16,5%) e dutoviário (3,1%).

Olhando para esse dado, podemos considerar o caminhão como principal veículo de cargas, o que gera uma alta dependência das rodovias e é bastante impactado com situações de crise, como a que ocorreu no meio de 2018 – a greve dos caminhoneiros.
O que a plataforma fez, nessa análise, foi verificar quais as chances de mudança desse panorama até 2035, considerando a possibilidade de outros investimentos.

De acordo com o estudo, até 2025 as ferrovias terão uma importante participação nesse quadro, saindo do dado de 26,4% e saltando para 29%. Porém, ao chegar em 2035, a projeção é que as rodovias continuem sendo destaque, representando 52% desse transporte.

Os pesquisadores do PILT chegaram aos resultados desse estudo considerando diversas fontes de informações.

Quer saber mais sobre o levantamento da CNI?

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