Publicado por Carla Rocha em 18/01/2021Pix nas lojas de materiais: descubra as principais vantagens
Melhorias já podem ser sentidas nos fluxos de caixa das lojas de materiais de construçãoCréditos: Shutterstock

Pix nas lojas de materiais: descubra as principais vantagens

Ágil e simples, nova modalidade de pagamentos impacta capital de giro

Parte de uma revolução bancária, o Pix é o novo sistema de pagamento instantâneo recém-criado pelo Banco Central como uma alternativa às tradicionais formas de transferência (TED e DOC) e aos cartões de débito. Quem atua no comércio tem muito a ganhar com essa novidade, que permite o pagamento em tempo real, 24 horas por dia, em todos os dias do ano, inclusive nos finais de semana e feriados.

As transferências on-line são feitas apenas com a digitação de uma chave pré-cadastrada, que nada mais é do que uma forma de identificar o usuário no ecossistema Pix. A chave pode ser, por exemplo, o número do telefone ou o CPF da pessoa que vai receber o valor. Com isso, não haverá mais necessidade de digitar dados completos da conta e do beneficiário. 

Redução de taxas bancárias

Hoje, para que um pagamento seja realizado, há o envolvimento de diversos participantes, como a bandeira do cartão, a empresa responsável pela maquininha e os bancos. O Pix funcionará como um atalho nesse processo. 

“Com o Pix, todos os usuários vão se relacionar diretamente, sem intermediários. Para compras à vista, ele pode ser um substituto de cartões de débito”, explica Camila Torralbo, consultora de negócios no Itaú Unibanco.

Gratuito para pessoas físicas, a nova modalidade terá um custo para os estabelecimentos. O valor, variável de acordo com instituição, será substancialmente menor em comparação às transferências tradicionais, na casa dos centavos por transação. 

Em função do custo mais acessível, a expectativa é a de que os micro, pequenos e médios negócios passem a priorizar o Pix em detrimento de outros meios de pagamentos.

“A segurança também aumentará, uma vez que haverá diminuição de circulação de papel-moeda e os mecanismos de segurança eletrônica foram reforçados no Pix”, acrescenta Camila Torralbo, do Itaú Unibanco. 

Dinheiro em caixa

Além da redução com taxas bancárias, outra característica do novo sistema de pagamentos é que o dinheiro cai imediatamente na conta, o que melhora o capital de giro das empresas de varejo. “Em um momento de crise, ter dinheiro em caixa torna-se uma vantagem ainda mais importante”, comenta Claudio Felisoni de Angelo, presidente do Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo & Mercado de Consumo (Ibevar).

Pagamento via QR Code

Ao cadastrar uma chave Pix, o comerciante pode emitir QR Codes a partir do aplicativo do seu banco. Assim como os antigos boletos, esses códigos poderão ser pagos gratuitamente por usuários de todas as instituições bancárias. 

Os QR Codes podem ser usados pelos lojistas, também, pagar seus fornecedores, funcionários e tributos. “Os recebimentos indevidos, compras que precisam ser estornadas terão um mecanismo automático de devolução de recurso, sem custos e em tempo real”, explica Camila Torralbo.

Período de adaptação

Uma vez que os pagamentos são instantâneos, a implementação do Pix exige que os varejistas prestem atenção a seus controles de caixa e de estoque, bem como às suas estratégias de vendas em plataformas digitais. Também é importante trabalhar formas de comunicação e de incentivo aos clientes para estimular o uso dessa nova forma de pagar.

“Como qualquer nova tecnologia, levará um tempo para adaptação tanto dos estabelecimentos, quanto dos consumidores. Mas esse período será muito breve em função da simplicidade dessa forma de pagamento”, afirma Claudio Felisoni. Na avaliação do presidente do Ibevar, o Pix é muito interessante para as empresas. “Mas, um ponto que os consumidores devem se atentar é que o modelo pode estimular compras por impulso, tornando-se um motor de vendas”, pondera.

Jornalistas da matéria:
  • Juliana Nakamura
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