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Publicado por Carla Rocha em 02/12/2020Eflorescência: descubra como combater essa patologia
Para evitar e/ou minorar o surgimento desta patologia ou, simplesmente desacelerar seu avanço, é importante seguir as recomendações dos fabricantes.Créditos: Shutterstock

Eflorescência: descubra como combater essa patologia

Ela é resultante da migração e evaporação de soluções aquosas salinizadas

Certamente, você já se deparou com algumas manchas brancas na superfície de chãos e paredes e se assustou, sem saber o que poderia ser aquilo. Mais comum do que se imagina, essa patologia se chama eflorescência, e ocorre, principalmente, em ambientes úmidos, formando manchas brancas na superfície de chãos e paredes de revestimentos cerâmicos, concreto e alvenaria.

Isso acontece por conta da evaporação de alguns sais, como o hidróxido de cálcio, presente na composição do cimento e da cal, que reage com o dióxido de carbono presente no ar, formando assim a patologia. Ela é resultante da migração e posterior evaporação de soluções aquosas salinizadas. O surgimento das famosas “manchas esbranquiçadas” se deve por que e justamente quando ocorre este processo de evaporação. Apesar de parecer um grande problema, é possível resolver a eflorescência. No entanto, confira alguns fatores que podem agravar o aparecimento desta patologia:

 

  • Alto teor de sais solúveis na preparação do material;
  • Excesso de água na preparação da argamassa ou concreto;
  • Locais úmidos e quentes como cozinha, banheiro e lavanderia;
  • Fissuras no revestimento ou rejunte do revestimento, além de fissuras na estrutura;
  • Não aguardar a secagem do reboco antes de realizar a pintura (antes do tempo mínimo de secagem de 28 dias).

 

De acordo com Larissa Regina de Oliveira Flaifel, professora e coordenadora do curso de Engenharia Civil da Universidade Nove de Julho (UNINOVE), a eflorescência surge, normalmente, quando a areia empregada como base e/ou parte de um material aplicado em um sistema construtivo apresenta impurezas acima dos critérios permitidos pelas normas relacionadas; quando o local ou ambiente da obra em questão é muito quente e/ou úmido; há erro e/ou incoerência no traço (proporção) utilizados na confecção de argamassas e concretos, por exemplo: a preparação de um material como argamassa e concreto ou execução de alvenarias e revestimentos com excesso de água no preparo; o uso (indevido) de cal na argamassa de regularização empregada na impermeabilização de piscinas; quando a pintura é feita sobre reboco (substrato) que ainda está “úmido” (normalmente, quando essa aplicação ocorre antes de 28 dias corridos); ou quando o substrato da estrutura e/ou revestimentos apresentam fissuras as quais favorecem este processo de depósitos de sais por evaporação.

 

Locais mais comuns para surgimento de eflorescência

Geralmente os locais quentes e /ou úmidos favorecem o aparecimento deste tipo de patologias, assim como materiais porosos, por isso, também é comum estas surgirem em pisos e paredes e também em piscinas (mas ocorrem no substrato junto à impermeabilização destas). Ainda de acordo com a docente, para evitar e/ou minorar o surgimento desta patologia ou, simplesmente desacelerar seu avanço, é importante sempre:

 

  • Seguir as recomendações dos fabricantes de argamassas com base no traço, aplicação e nas fichas e especificações técnicas correspondentes;
  • Seguir as premissas e recomendações técnicas dispostas em projetos e/ou por consultores técnicos e pelas normas técnicas aplicáveis de execução;

Além disso, também é fundamental seguir as recomendações de projetos de impermeabilização (sendo estes delineados por profissionais habilitados e com expertise neste aspecto): empregar, quando aplicável, aditivos impermeabilizantes que reduzem a quantidade de absorção de água e também seguir as orientações do Manual do Proprietário e/ou realizar as devidas manutenções preventivas (e não apenas as corretivas). As manutenções preventivas são programadas e delineadas pela própria construtora e/ou responsável técnico com base na vida útil do empreendimento como um todo e evitam e/ou minoram o aparecimento de patologias, como as próprias fissuras, por exemplo, as quais propiciam, dentre outros fatores, o aparecimento das eflorescências.

Outro ponto de fundamental atenção para evitar o surgimento da eflorescência é a necessidade de utilizar materiais apropriados ao escopo do sistema construtivo, principalmente, as tipologias de cimento. O cimento do tipo pozolânico (CP-IV) apresenta menor porosidade e, por isso, deve ser mais empregado em obras e edificações expostas à água; enquanto o cimento de alto forno (CP-III) apresenta baixa concentração de hidróxido de cálcio garantindo alta durabilidade, baixo calor de hidratação, alta resistência à expansão e resistência a sulfatos. “Este último, portanto, é indicado para obras convencionais ou projetos que apresentem grande agressividade ao cimento”, ressalta.

 

 

Dicas para recuperar o local onde surgiu a eflorescência

 

É importante que a causa real da eflorescência, assim como de qualquer patologia, seja devidamente identificada. Se a causa for o surgimento de uma fissura e esta tiver como razão uma falha em um substrato, é importante que este seja refeito como um todo para evitar que novos pontos surjam futuramente (execução de uma nova camada de revestimento). “Pois, apenas “limpar” ou simplesmente “lavar” a superfície, não auxiliará na tratativa da causa real da patologia, apenas esconderá provisoriamente o problema”, ressalta. Já com relação à eflorescência em si (manchas esbranquiçadas) existem removedores prontos no mercado próprios para a remoção, os ácidos sulfâmico e acético podem ser também empregados. “No entanto, é importante saber a proporção e diluição de aplicação destes para que não haja danos à saúde e/ou ao próprio substrato ao qual surgiram as manchas”, complementa a docente.

 

Confira também a matéria especial sobre patologias em revestimentos:

https://www.mapadaobra.com.br/capacitacao/patologias-revestimento/

 

 

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