Publicado em 22/07/2014O melhor de 2013

O melhor de 2013

Associação de críticos premia
três projetos de arquitetura
estruturados em concreto

A Biblioteca Brasiliana, o Centro Paula Souza e o Conjunto Residencial Jardim Elite foram os três melhores projetos de 2013, segundo premiação da Associação Paulista de Críticos de Artes (APCA), nas categorias projeto, edifício referência e urbanidade, respectivamente. Os três vencedores estão na cidade de São Paulo e são estruturados em concreto.

Os melhores projetos de 2013:

Urbanidade
O projeto Conjunto Residencial Jardim Elite, ganhador na categoria Urbanidade, é do arquiteto Guilherme Pianca. Ele escolheu o concreto por conta da necessidade de concentrar o número de fundações do edifício, já que o terreno era próximo ao Rio Pinheiros, na capital paulista.

“Por enfrentar uma situação urbana bastante singular, tem programa de uso desenvolvido pela SEHAB (secretaria de habitação), em conjunto com as secretarias da saúde e da educação”, explica Pianca. Assim, habitações concentram-se nas torres, e todos os equipamentos – Unidade Básica de Saúde (UBS), creche e restaurante-escola estão localizados no térreo.

Edifício referência

O arquiteto Pedro Taddei, reponsável pelo projeto do Centro Paula Souza, fez com que o concreto predominasse, tanto em volume de material empregado, quanto em superfície construída. Prevalecem visualmente as lajes e os pilares da estrutura. As poucas empenas previstas, em geral para circulação vertical e prumadas, também têm função estrutural – motivo pelo qual são feitas em concreto. Fechamentos de vidro valorizam todo o sistema.

“A obra imprime leveza, a partir de seus extensos panos de lajes nervuradas do tipo colmeia, em grandes balanços, alguns dos quais suspensos por pendurais, e um número moderado de pilares”, diz Taddei. Os pendurais são como pilares de função “invertida” – suportes verticais rígidos (diferentes dos tirantes, que são flexíveis), a suspender lajes e outros elementos estruturais, ao invés de apoiá-los por baixo.

Categoria Projeto
A Biblioteca Brasiliana foi desenvolvida pelo arquiteto Rodrigo Loeb, para quem o concreto aparente é arcabouço desta obra. O material traz uma identidade muito forte com a cultura arquitetônica brasileira e com a técnica da construção em estruturas armadas. Confere estabilidade térmica – inércia e capacidade de armazenamento térmico (isolante) -, e participa da estratégia de conservação de energia.

“A inspiração vem de mestres como Gunnar Asplund, Louis Kahn e Gordon Bunshaft, que desenharam bibliotecas incríveis. Também me inspiraram visitas a bibliotecas como a do Gabinete Real de Leitura e a Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro, sem contar a pesquisa exaustiva de soluções técnicas e o desejo de produzir um espaço com uma vocação agregadora, para pessoas, com acervo e atividades relevantes”, conta.

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