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Publicado por Carla Rocha em 14/04/2021Termômetro ANAMACO: perspectivas do setor
Varejo de materiais precisará continuar se reinventando para seguir crescendo.Créditos: Shutterstock

Termômetro ANAMACO: perspectivas do setor

Reformas foram impulsionadas pelo isolamento social

Mensalmente, a ANAMACO divulga o Termômetro ANAMACO, material elaborado em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV) que aponta as tendências de mercado do varejo de materiais de construção e analisa os movimentos e comportamentos dos lojistas deste setor. “Quando nós temos uma coleta original, como a ANAMACO faz, nós temos condição de fazer uma checagem e colocar em cheque os dados que vem das fontes de primeira geração (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e de segunda geração (análise de dados de outras entidades, como a ABRAMAT) que é fundamental”, destaca Robson Gonçalves, economista e consultor da FGV/IBRE.


Na última apresentação do Talks ANAMACO, os debatedores Robson Gonçalves; Geraldo Defalco, empresário e presidente da Anamaco; Waldir Abreu, economista e superintendente da Anamaco; e Katia Ratnieks, consultora do Instituto de Pesquisas Anamaco. No início da pandemia da COVID-19, os resultados das lojas de materiais sofreram uma queda. No entanto, logo em seguida, houve uma retomada da demanda impulsionada por um público que, por estar em isolamento social e convivendo mais com o ambiente residencial, observou necessidades de reformas e melhorias em suas casas e procurou as soluções nas lojas de materiais de construção.
Analisando este panorama, os resultados de 2020 foram melhores do que o esperado, com um crescimento de 11% perante o ano de 2019 – superior ao que foi estimado em janeiro do ano passado, que era de crescimento de 8%.

Varejo de materiais: perspectivas
De acordo com Robson Gonçalves, é preciso analisar o panorama geral para verificar as perspectivas para o setor. “Nós temos uma nova onda de auxílio emergencial vindo por aí, temos um movimento de alta de taxas de juros, nós temos um ciclo de reformas que talvez esteja se completando, mas por outro lado nós tivemos um volume muito grande de lançamentos e entregas de novos empreendimentos residenciais ano passado, e sempre existe uma reforma após as chaves”, destaca o economista que atua na FGV dentro do setor de construção desde 2008.
Waldir Abreu, economista da ANAMACO, reforçou que esses dados são importantes, inclusive, para destacar a importância do setor perante a economia. “Em meio a toda essa situação de pandemia, o varejo cumpriu uma missão importante para atendimento do consumidor e escoamento dos produtos da indústria. Agora nós estamos experimentando um novo momento, mais delicado”, destaca.
O representante da entidade destacou que o momento da pandemia hoje é diferente do ano passado e um pouco mais delicado por conta do fechamento das portas. Mesmo sendo permitido o drive-thru de materiais, este não é o hábito dos consumidores de materiais de construção, que costumam ir até às lojas para escolher o material que se quer comprar com mais assertividade e tirar todas as suas dúvidas com os atendentes. Os varejistas estão olhando para o futuro com certa desconfiança por conta do novo cenário.
Katia Ratnieks, consultora do Instituto de Pesquisas Anamaco, destacou que a maior preocupação é com relação aos pequenos varejistas, que aprenderam a utilizar o WhatsApp como ferramenta de vendas no ano passado, mas que agora sofrerão com uma nova realidade. Ela ainda destacou que ano passado houve o fechamento de quase 4% das lojas de materiais do país, e que o número de lojas hoje ainda abertas é de 131 mil.

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