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Publicado em 11/08/2016Retrofit de fachadas passa pela análise da condição do revestimento
Retrofit da fachada pode alterar a arquitetura da edificação, tornando-a mais eficiente e sustentável

Retrofit de fachadas passa pela análise da condição do revestimento

Conhecer os problemas que afetam cada material é fundamental para planejar as intervenções

Todo revestimento utilizado em fachadas, independentemente do tipo, está sujeito ao surgimento de patologias. Os problemas são motivados pela união de diferentes fatores e podem ser solucionados por meio de revitalizações ou retrofit. A revitalização é procedimento mais simples, consistindo, basicamente, na limpeza de toda a fachada e manutenções pontuais de áreas que apresentam algum tipo de problema. Já o retrofit é uma reforma muito mais ampla e indicada quando a intenção é alterar 100% da fachada, substituindo o revestimento antigo por outro completamente novo, seja ele do mesmo material ou não.

O retrofit da fachada pode, ainda, alterar a arquitetura da edificação, tornando-a mais eficiente e sustentável. A solução pode ainda ser considerada uma atualização da fachada. Em edifícios antigos que precisam ser reformados, a intervenção é bastante comum e proporciona aspecto mais moderno ao empreendimento.

Executando o retrofit

Para execução do retrofit da fachada, é necessário o uso de equipamentos que facilitem o acesso a ela. A solução mais aproveitada atualmente nos prédios com alturas elevadas é o balancim elétrico. Já nas edificações mais baixas, o andaime fachadeiro se mostra opção interessante. “Entretanto, esse equipamento é pouco aproveitado no Brasil”, fala o engenheiro Max Junginger, diretor da Máxime Consultoria e coordenador da Comissão de Estudos de Métodos de Instalação (CE 189) da ABNT.

A escolha do material utilizado no retrofit dependerá bastante da arquitetura do empreendimento. Os novos revestimentos podem ser aderidos – aqueles colados diretamente na base de concreto ou alvenaria – ou ancorados – que estão ligados à estrutura do edifício através de inserts metálicos.

“As soluções mais comuns são as ancoradas. Nesse grupo, temos o ACM (Aluminum Composite Material), as peles de vidro e os painéis cimentícios”, detalha o especialista. Os três materiais apresentam custo bastante elevado, por isso são normalmente especificados para projetos comerciais e corporativos. “Já nos residenciais, as soluções aderidas são mais aproveitadas, por apresentarem valores até três vezes menores”, completa.

O uso do revestimento aderido também é bastante comum em edifícios antigos que optam por manter o mesmo tipo de material na fachada. “Nesses casos, é comum que o modelo de pastilha que estava instalado não seja mais encontrado no mercado. Pode-se realizar o retrofit e instalar novamente um revestimento cerâmico, substituindo o material que saiu de linha por outro mais atual”, diz o engenheiro.

A execução do retrofit da fachada deve ser realizada por empresas com experiência na tarefa. “No momento da contratação, é recomendável verificar se a equipe profissional conta com responsável técnico especializado”, adverte Junginger. Todo o equipamento necessário para a intervenção, como o balancim elétrico ou andaime fachadeiro, cordas e itens de segurança, são responsabilidade da empresa contratada. Já o material usado na atividade é, normalmente, comprado pelo empreendimento.

A especificação das soluções é realizada pela equipe de projeto, que repassa a lista ao condomínio para que os materiais sejam adquiridos. Em alguns casos, a empresa contrata peritos para ajudar no projeto, e o custo desse profissional é inserido no orçamento da obra. A escolha do tipo ideal de revestimento é, basicamente, arquitetônica. “A variável preço também é levada em consideração”, afirma o engenheiro.

Vantagens

Como o retrofit atualiza a fachada da edificação, a troca do revestimento proporciona benefícios que vão além da estética. Todas as soluções ancoradas, por exemplo, apresentam, entre a estrutura antiga e a nova, um vão preenchido por ar, que melhora o desempenho acústico e térmico da edificação. “O quanto esse valor será aprimorado depende do tipo de material utilizado”, informa o especialista. Por outro lado, os materiais aderidos apresentam instalação mais simplificada e necessitam de investimentos menores.

Revitalização de revestimentos aderidos

É difícil determinar a causa específica de problemas envolvendo o revestimento cerâmico. No desplacamento, as peças pequenas acabam se soltando de pontos espaçados das fachadas, exceto nos casos mais graves em que todas elas se soltam. “A regra é realizar inspeção por percussão, ou seja, através de pequenas batidas na fachada mapeamos onde o som está oco”, fala Junginger. As peças soltas são substituídas por similares, intervenção que cria uma mancha na fachada. Se 30% da área ou mais estiver comprometida, a melhor opção é remover todo o revestimento para não alterar a estética do prédio e optar por um novo projeto de revestimento.

A qualidade dos revestimentos também depende das argamassas empregadas. Produtos como os da linha Votomassa e Matrix, ambos da Votorantim Cimentos, garantem um assentamento mais seguro.

Norma técnica

A ABNT NBR 13755 – Revestimento de paredes externas e fachadas com placas cerâmicas e com utilização de argamassa colante – está passando por processo de revisão, e a versão atualizada deve entrar em vigor em 2017. O documento, de 1996, foi bastante alterado e ampliado, passando de 11 páginas para cerca de 55. A norma determina, entre outras coisas, que as fachadas não poderão ser executadas sem o uso das argamassas colantes tipo 3, a de maior qualidade no mercado brasileiro atualmente.

A Votorantim Cimentos já disponibiliza o produto no mercado e em duas versões, a Votomassa AC III Flexível na cor cinza e a Votomassa AC III Flexível na cor branca, além da argamassa colante Votomassa Cola Tudo, que apresenta desempenho muito superior a ACIII e pode ser utilizada em fachadas para assentar peças de grandes formatos, além de granitos e mármores.

Revitalização de revestimentos ancorados

As principais patologias que surgem nesses casos estão relacionadas à durabilidade dos inserts metálicos. Ao longo do tempo, os materiais podem sofrer corrosões e devem ser substituídos para garantir a segurança do sistema. “Porém, depois que a fachada está pronta, fica difícil inspecionar os inserts, o que deve ser feito periodicamente por profissionais especializados”, recomenda o engenheiro.

Eventualmente, os painéis cimentícios podem apresentar corrosão na armadura ou desgastes superficiais. Já o revestimento em ACM raramente apresenta patologias, e sua manutenção acontece, basicamente, somente com a limpeza constante, que deve ser feita com água e sabão neutro, no mínimo, quatro vezes por ano.

Saiba mais!

Em 2015, a ABNT publicou a NBR 16280 – Reforma em edificações – Sistema de gestão de reformas – que estabelece as obrigações das partes envolvidas na preservação da vida útil de um prédio. “O síndico, por exemplo, é responsável por realizar verificações e limpezas periódicas na fachada”, destaca Max Junginger.

 

Agora que você já sabe mais sobre reforma de fachadas e retrofit, dê também atenção para ao passeio do imóvel. Aprenda mais sobre como concretar calçadas.

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