Publicado em 02/05/2017Mobiliário urbano deve atender a requisitos funcionais e estéticos
Exemplo de mobiliário urbano, os bancos de praças e parques têm visual cada vez mais modernoCréditos: moxumbic / shutterstock.com

Mobiliário urbano deve atender a requisitos funcionais e estéticos

Para suportar grandes esforços e impactos, mobiliário urbano deve ser produzido com concreto armado pré-fabricado

Formado por bancos, paradas de ônibus, lixeiras, luminárias públicas, floreiras, bicicletários, paraciclos, bancas de jornal e muitos outros elementos, o mobiliário urbano é fundamental para compor a identidade de uma cidade. Para além de seu papel decorativo, ele contribui para um espaço integrador e funcional, atendendo às demandas públicas.

Geralmente, é feito de concreto armado pré-fabricado, por ser um material mais resistente para suportar grandes esforços e impactos, especialmente em casos de vandalismo.

Características do concreto

A confecção das peças de mobiliário urbano deve ter uma dosagem de concreto que atenda às especificações do projeto, principalmente porque o traço pode variar conforme as condições de exposição. Em todos os casos, não se deve usar uma relação água/cimento muito elevada, para evitar problemas como corrosão de armaduras e outras patologias. Além dessas situações, há as normas NBR 9.062 e NBR 12.655, que tratam justamente dos pré-moldados e dos requisitos do concreto, respectivamente.

Outra questão envolve o uso de aditivos. Eles são recomendados porque garantem boa performance ao concreto, como maior resistência e durabilidade. Já o uso de armaduras para reforço é necessário para suportar esforços de flexão e tração (situações muito presentes em bancos, postes e ponto de ônibus, por exemplo). Nesses casos, emprega-se a armadura de aço tradicional ou adicionam-se macrofibras metálicas, fibras de vidro álcali-resistentes ou ainda fibras de carbono.

E na hora de colorir o mobiliário urbano?

O mobiliário urbano pode, e deve, ser colorido. Para isso, o ideal é utilizar pigmentos inorgânicos à base de óxidos. Por incorporar-se ao elemento de concreto, esse tipo de substância garante a durabilidade da cor, ao contrário dos pigmentos orgânicos, que em pouco tempo perdem o efeito.

Além disso, o uso de pigmentos inorgânicos em geral pouco afeta o desempenho do concreto, seja no estado fresco ou endurecido. No entanto, a escolha dele precisa considerar a cor dos agregados e do próprio cimento, pois esses componentes poderão afetar o tingimento.

Funcionalidade e estética

A peça que irá compor o cenário urbano deve ser, em primeiro lugar, funcional. Precisa integrar-se à paisagem e, se possível, tornar-se uma referência arquitetônica. Do ponto de vista técnico, deve ser durável, apresentar baixo custo de manutenção e oferecer segurança aos usuários. Atualmente, o mobiliário urbano pode ser encomendado com a aplicação de resinas especiais que ajudam não apenas a preservar as cores por mais tempo, mas principalmente a resistir à ação de pichações.

O desempenho das peças também está atrelado a um bom projeto, o que torna o designer de mobiliário um agente fundamental no processo. Ele determina a projeção da peça com base na funcionalidade (o elemento precisa cumprir sua condição de uso), racionalidade (principalmente na escolha do material) e emotividade (porque o objeto deve dialogar com o usuário, provocando boas sensações).

 

Conheça também detalhes sobre a execução de calçadas.

 

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