Publicado em 12/05/2015Máquinas de cartão de crédito e débito na sua loja

Máquinas de cartão de crédito e débito na sua loja

As máquinas de cartão de crédito e débito já são uma necessidade para o lojista que quer expandir

Não importa onde o consumidor vá: o mais importante é poder comprar com segurança – e hoje pouca gente anda com dinheiro no bolso. O lojista, por outro lado, não pode contar só com cheque pré-datado ou dinheiro vivo, e por isso tem de oferecer ao seu cliente opções mais rápidas e cômodas, como as máquinas de cartão de crédito e débito.

Segundo recente pesquisa do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Estado de Minas Gerais (Sebrae-MG), 56% dos microempreendedores mineiros já oferecem esta opção. Entre os 810 empresários entrevistados, de vários setores, 60% afirmaram ter tido aumento das vendas após a aquisição das máquinas.

“O usuário de cartões consome mais, não só porque é mais seguro, mas também porque pode parcelar a compra sem se preocupar com roubos ou falsificações. Para o lojista, o principal benefício do sistema está na garantia do pagamento. Ele não corre o risco dos cheques sem fundos”, explica Ricardo Vieira, diretor-executivo da Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (ABECS).

São as operadoras de cartão que assumem o pagamento. “No caso do crédito, ele é feito com antecedência”, diz Alessandro Chaves, gerente da Unidade de Serviços Financeiros do Sebrae-MG. “Pagando uma taxa de juros extra à credenciadora, o lojista recebe amanhã o dinheiro que o cliente pagará apenas 30 dias depois.”

Apesar das vantagens, é recomendado pesquisar antes de adquirir uma máquina, e ver se as taxas cobradas pelos bancos fazem o negócio valer a pena. “Há tarifas mais vantajosas para pequenos empreendedores”, relembra Chaves.

Máquinas de cartão de crédito e débito: serviço pago

É uma comodidade ao cliente, que o lojista tem que pagar. Hoje as principais marcas do mercado – Cielo, Rede, Santander, Elavon, Global Payments, Banrisul, First Data e Stone – cobram mensalidades pelo aluguel da máquina, além de um percentual sobre o valor de cada venda, que varia de acordo com o contrato fechado na operadora.
Segundo Vieira, a taxa média de desconto do cartão de crédito caiu de 2,98% no final de 2008, para 2,72% no primeiro semestre de 2014. Já no caso do débito, houve redução de 1,60% para 1,53%, no mesmo período.

“O aluguel custa cerca de R$ 100 por mês, mas é possível negociar esse valor conforme o volume de vendas de cada loja. Já quanto ao percentual sobre o valor de cada venda, as taxas variam de 4% a 5%, mas também é possível chegar a um acordo”, explica Marcos Gabriel Atchabahian, proprietário da Village Materiais de Acabamento, loja que fica em Osasco (SP).

Para pequenos empreendedores que não podem arcar com o aluguel, o PagSeguro UOL acaba de colocar no mercado mais uma opção de máquina. A chamada “Moderninha” pode ser adquirida pela internet a taxa única de R$ 478,80, e as vendas no crédito, com 30 dias úteis para receber, custam ao comerciante 3,19% do valor da venda. Já no débito, a tarifa cobrada é de 2,39%, com pagamento repassado ao revendedor um dia após a venda.

Vale a pena, ou não?

Para Chaves, aderir às máquinas de cartão de crédito e débito vale sempre a pena, pois ajuda a vender mais, reduz a inadimplência e garante um bom poder de barganha na hora de negociar custos do equipamento. “Quanto mais vender, maior será o seu poder para pedir descontos à operadora”, diz. Os interessados devem primeiro verificar no próprio banco onde é correntista.

Atchabahian, da Village, também vê nas máquinas de cartão um bom investimento. “É um sistema vantajoso, especialmente para quem quer vender material de construção à baixa renda. Clientes com esse perfil precisam de maior prazo para pagar, e o cartão ajuda nisso. Para quem é lojista, a vantagem é, sem dúvidas, a garantia do recebimento dos valores.”

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