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Publicado em 11/04/2019BIM passa a ser exigência a partir de 2021
O BIM BR Roadmap é uma estratégia que visa promover a padronização, transparência e o controle de custos nas obras públicas Créditos: Shutterstock

BIM passa a ser exigência a partir de 2021

Decreto fornece um conjunto de tecnologias a ser utilizado por profissionais favorecendo o desenvolvimento do país

Por Carla Rocha

 

A Modelagem da Informação da Construção ou Building Information Modelling (BIM) passa a ser uma exigência em projetos a partir de 2021. A medida está amparada pelo decreto nº 9.377/18 assinado em 17 de maio de 2018 e que tem como finalidade viabilizar o uso das novas tecnologias da Construção Civil. O BIM BR Roadmap é uma estratégia que visa promover a padronização do BIM proporcionando a transparência e o controle de custos nas obras públicas até 2024. A iniciativa tem o grande papel de induzir o uso dessa nova tecnologia no mercado sendo que a partir de 2021 o uso de BIM passa a ser obrigatório em projetos das entidades federais que passam a utilizá-lo em seus processos de contratação.

Para Tiago Ricotta, membro da Comissão de Estudo Especial de Modelagem de Informação da Construção (ABNT/CEE-134), que palestrou durante o último Construsummit, R$ 1,2 trilhões são gastos com tecnologia, mas apenas 1% é convertido em resultados e isso se dá por conta da metodologia aplicada pelas empresas. “BIM não é o fim e, sim, um dos vetores da transformação do setor”. Para ele, é preciso adotar melhores práticas a fim de obter o melhor retorno através de um tripé formado por pessoas, processos e tecnologia. “Adotar o BIM não é um custo e, sim, um investimento e sem investimento não há retorno”, completa.

Existe uma escala de maturidade que tem como objetivo entender o processo e que tipo de informação será inserida no modelo a fim de extrair os dados e outros pontos que fazem uma implementação ser bem sucedida ou mal sucedida. Ainda, de acordo com o especialista, o BIM é um processo colaborativo e a maior barreira em sua implementação e para o desenvolvimento da tecnologia no país é que apenas 1% das empresas investe em pesquisa e desenvolvimento. “Geralmente, o pessoal já investe direto em tecnologia, sem ter processos e pessoas preparadas. Ou quando a parte de processos está bem trabalhada, existe a falha em algum dos outros dois pilares e essa é a grande barreira que o governo federal está tentando transpor através dessa iniciativa”, complementa.

A primeira medida para viabilizar esse crescimento foi tomada em meados de novembro de 2018 através da primeira Biblioteca pública BIM do Mundo pela Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial em conjunto com o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços que lançaram em conjunto, uma plataforma online disponibilizada de forma gratuita na internet  e que fornece um conjuntos de  tecnologias para ser utilizado por profissionais da construção civil e favorecer o desenvolvimento do setor no país.

 

BIM na prática

A confiança é fundamental para que o profissional consiga utilizar a tecnologia dentro do canteiro de obras. Já nas construtoras, é preciso primeiro avaliar o papel que ela exerce e como ela atua com o seu time de projetos. A partir daí é preciso entender o que é possível fazer com a tecnologia. Para Ricotta, o principal ponto é a receptividade da tecnologia porque hoje é 8 ou 80 ou ele aceita ou ele se mantém no que sempre fez. “É preciso coragem para mudar e confiança de que é possível utilizar a tecnologia e entregar seus projetos com qualidade”. Com relação ao futuro, é preciso se manter em constante aprendizado, afinal, esta é uma tecnologia que está em atualização contínua. “No geral, deve-se entender a estratégia, principalmente, para dar o primeiro passo”, complementa Tiago Ricotta que é idealizador, em conjunto com Ivo Mainardi, do projeto FALA BIM que surgiu em 2016 com o objetivo de democratizar o conhecimento sobre BIM.

 

 

CASES DE APLICAÇÃO BIM NO BRASIL E NO MUNDO

AECON (EUA) Fatura 18BI;

DAR (EGITO) Trabalha há 10 anos com BIM ISO 19.650;

SAMOO (COREA DO SUL) Tem uma divisão de tecnologia em que o projeto a partir de R$ 50 milhões deve ser entregue em BIM para o governo;

KEO (CATAR) Responsável pelos estádios da copa;

CCDI (Brasil) Ganhadores do prêmio Sinduscon e possui todas as certificações ISO;

MRV Brasil Já utilizam QR CODE nas plantas para realidade virtual;

MÉTODO ENGENHARIA: Possui um núcleo específico só para o desenvolvimento de projetos em BIM.

 

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