Publicado por Carla Rocha em 12/10/2020Habitação social: como melhorar a qualidade dos imóveis
É possível criar projetos econômicos com a inserção de itens de sustentabilidade.Créditos: Shutterstock

Habitação social: como melhorar a qualidade dos imóveis

Incorporadoras e construtoras devem pensar cada vez mais na experiência do morador

As habitações sociais ganharam destaque nos últimos anos pela forte atuação no Minha Casa Minha Vida (MCMV), que ampliou as oportunidades tanto para as construtoras quanto para que o público de baixa renda pudesse adquirir seu primeiro imóvel. Uma das características principais destas habitações está na localização dos terrenos, muitas vezes, em cidades do interior onde a oferta é maior do que nas capitais.


Com margens reduzidas, as incorporadoras e as construtoras sempre criaram estratégias para viabilizar as construções deste tipo de imóvel. Nos últimos anos, porém, a forma de pensar em criar imóveis que mesmo econômico oferecessem condições de conforto e qualidade para os moradores, se tornou latente.


Após a aprovação da ABNT NBR 15.575:2013, mais conhecida como Norma de Desempenho, também foi um dos destaques para trazer parâmetros de durabilidade para as construções brasileiras e isso inclui as obras de habitações sociais. Preencher todos os requisitos que a norma estabelece já é um passo importantíssimo para melhorar a qualidade dos imóveis.

Habitação social: tipologias e melhorias


Além da Norma de Desempenho, muitas construtoras estão investindo em garantir melhorias para suas obras de habitação social. Confira abaixo algumas das estratégias que podem transformar suas obras econômicas:

  • AQUA Social: em 2018, a Fundação Vanzolini, responsável pela certificação Alta Qualidade Ambiental (AQUA), lançou a certificação AQUA-HQE Habitação Social Sustentável que tem como objetivo avaliar e dar uma chancela exclusiva às habitações de interesse social elegíveis às linhas de crédito de 1 a 3 do Programa de Financiamento do Governo Federal, Minha Casa Minha Vida. Os imóveis devem atender aos requisitos do nível Base do Referencial de Certificação AQUA-HQE Edifícios Residenciais, agrupados em 14 objetivos de desempenho que contemplam as premissas de conforto, saúde e baixo impacto ambiental, o empreendimento pode conquistar esse selo.

 

  • Placas fotovoltaicas: algumas alternativas sustentáveis podem gerar benefícios não só para o meio ambiente, mas também para o bolso do consumidor final. Uma delas é a placa fotovoltaica que fornece energia solar para os moradores da casa. De acordo com informações da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaicas (Absolar), as moradias do programa Minha Casa Minha Vida, por exemplo, que contarem com o uso de placas solares, podem ter até 70% de redução na sua conta de energia.

 

  • Conforto térmico e acústico: outro cuidado importante que as incorporadoras estão evidenciando devido à pandemia da COVID-19, é com relação ao conforto térmico e acústico das unidades habitacionais. Com o isolamento social, as pessoas estão mais dentro de casa e por isso, é preciso considerar melhorias na sua experiência como morador. Pensar em tipos de janelas que valorizem a entrada de luz solar durante o dia e também em isolamentos acústicos nos fechamentos de paredes e tetos, são alternativas importantes para gerar mais conforto aos usuários.

Novo programa: Casa Verde e Amarela


De acordo com informações do Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR), o Programa Casa Verde e Amarela pretende facilitar o acesso da população a uma moradia digna, garantindo mais qualidade de vida. A publicação no Ministério defende que, a partir de medidas que darão mais eficiência à aplicação dos recursos, a meta é atender 1,6 milhão de famílias de baixa renda com o financiamento habitacional até 2024, um incremento de 350 mil. “Isso será possível com a redução na taxa de juros para a menor da história do FGTS e mudanças na remuneração do agente financeiro”.


“Toda redução de juros no financiamento imobiliário é positiva e o programa Casa Verde e Amarela vai nessa direção. A redução de até 0,50 ponto percentual na taxa de juros permitirá a mais famílias de baixa renda o acesso ao crédito imobiliário. O Brasil tem um déficit habitacional de 7,8 milhões de moradias, sendo que 91% impacta a população com renda de até três salários mínimos. A região Nordeste, por exemplo, sofre com a falta de 2 milhões de moradias. O Casa Verde e Amarela chega, portanto, como um importante reforço na política habitacional voltada para a população mais pobre. O programa mostra, ainda, que é absolutamente viável reduzir os juros do financiamento imobiliário no Brasil”, afirma Luiz Antonio França, presidente da Abrainc.


O programa atuará também com a regularização fundiária e melhoria de residências, enfrentando problemas de inadequações, como falta de banheiro, por exemplo. A meta é regularizar 2 milhões de moradias e promover melhorias em 400 mil até 2024.

Quer saber mais sobre o Casa Verde e Amarela. Confira em nossa matéria: https://www.mapadaobra.com.br/negocios/casa-verde-amarela/

 

 

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