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Publicado por Votorantim Cimentos em 30/10/2025Lei de Parcelamento do Solo Urbano
Descumprir a Lei de Parcelamento do Solo Urbano pode gerar embargos, multas e até a anulação de projetos.Créditos: Shutterstock

Lei de Parcelamento do Solo Urbano

Entenda como essa Lei influencia na construção civil e a importância de conhecer os tipos de parcelamentos do solo.

Conhecer as legislações vigentes no território em que um projeto será construído é fundamental para evitar multas e sanções. 

A Lei de Parcelamento do Solo Urbano é uma das normas que devem ser acompanhadas com atenção. Sua principal função é regulamentar o parcelamento do solo urbano, que poderá ser feito mediante loteamento ou desmembramento de determinados espaços.

Entenda melhor como funciona a Lei de Parcelamento do Solo Urbano e como atendê-la nos projetos de construção civil.

O que é a Lei de Parcelamento do Solo Urbano?

A Lei nº 6.766/79, conhecida também como Lei de Parcelamento do Solo Urbano, dispõe sobre o parcelamento (loteamento ou desmembramento) do território urbano.

A norma surgiu diante da necessidade de estabelecer ordens e regras para o parcelamento do solo brasileiro, que se transformou após a rápida urbanização e expansão das cidades na segunda metade do século XX. 

Ainda hoje, a Lei de Parcelamento do Solo Urbano tem papel importante em temas como saneamento, serviços públicos e circulação de pessoas. Entre seus objetivos principais estão evitar irregularidades nas ocupações, controlar a especulação imobiliária, promover infraestrutura adequada para moradia e melhorar a qualidade de vida nas cidades.

A referida Lei passou por alterações significativas ao longo do tempo, especialmente com a publicação da Lei nº 9.785/1999 e do Estatuto da Cidade (Lei nº 10.257/2001). Ambas trouxeram avanços importantes para a regularização fundiária e o fortalecimento da função social da propriedade.

Tipos de parcelamento previstos na Lei

Para entender melhor como funciona a norma, é essencial compreender cada tipo de parcelamento previsto na Lei de Parcelamento do Solo Urbano:

Loteamento

O loteamento é caracterizado pela subdivisão de um terreno em várias unidades, conhecidas como lotes. Cada um deles pode ser vendido ou usado para outras finalidades na construção civil, como a edificação, com a abertura de novas vias de circulação, de logradouros públicos ou prolongamento, modificação ou ampliação das vias existentes. 

O loteamento requer aprovação da Prefeitura Municipal local, além de um projeto urbanístico e uma infraestrutura básica.

Desmembramento

O desmembramento visa separar um terreno em lotes destinados à edificação, com aproveitamento do sistema viário existente. Nesse tipo de parcelamento, não há a criação de novas ruas.

A maior parte dos casos de desmembramento é voltada para heranças familiares ou venda de uma ou poucas partes do imóvel. O processo é menos burocrático do que o loteamento, já que é preciso apenas apresentar o registro no cartório.

Regras e exigências para aprovar loteamentos

Para ser aprovado, o loteamento requer uma série de processos burocráticos e documentos obrigatórios. Isso inclui: 

  • Projeto de urbanização assinado pelo profissional responsável.
  • Memorial descritivo.
  • Em determinados casos, a apresentação do estudo de impacto ambiental da obra.

O loteamento também precisa contar com uma infraestrutura mínima obrigatória, com redes de abastecimento de esgoto e água, sistemas de drenagem pluvial, espaços comunitários, pavimentação e iluminação pública.

Todo o projeto deve ser submetido à aprovação da Prefeitura Municipal, que analisará sua conformidade com o plano diretor, o código de obras e as normas urbanísticas locais. Em casos de impacto ambiental relevante, o projeto também será avaliado pelos órgãos ambientais competentes. 

Impacto da Lei para construtoras e incorporadoras

A Lei de Parcelamento do Solo Urbano traz impactos diretos ao setor imobiliário, influenciando os serviços das construtoras, incorporadoras e imobiliárias. 

Afinal, a norma é responsável por estabelecer:

  • Regras de planejamento urbano, para evitar ocupações desordenadas.
  • Custos e prazos envolvidos no processo de urbanização.
  • Responsabilidades dos empreendedores, para garantir a infraestrutura adequada antes da venda de um lote.

O descumprimento da Lei pode gerar o embargo de obras, multas e até a anulação do loteamento. Por isso, estar em dia com a norma é fundamental para o planejamento urbano, prevenindo desdobramentos jurídicos, irregularidades e penalidades.

Dicas para profissionais da construção

Para atender aos requisitos da Lei de Parcelamento do Solo Urbano, é essencial que os profissionais envolvidos em projetos da construção civil tenham cuidados redobrados com a escolha de terrenos, para assegurar o zoneamento adequado.

Além disso, a contratação de uma consultoria jurídica e urbanística é uma medida interessante para tirar dúvidas e conhecer as especificidades da legislação vigente e aplicável.

Manter um diálogo direto com a Prefeitura local, cartórios e órgãos ambientais também ajuda a evitar falhas e garantir a conformidade legal.


A Lei de Parcelamento do Solo Urbano (Lei nº 6.766/79) é um elemento importante para a organização do desenvolvimento urbano. Portanto, conhecer suas regras e aplicá-las corretamente evita riscos e garante uma construção regular e eficiente.

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