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Publicado por Carla Rocha em 31/05/2021Gestão ambiental e de resíduos sólidos: como executar
Nas obras é essencial a gestão dos resíduos produzidos, que deve ser feita a partir da elaboração de um plano de gestão específico, denominado PGRC. Créditos: Shutterstock

Gestão ambiental e de resíduos sólidos: como executar

Procedimento mitiga possíveis danos que a obra executada causará

A construção civil impacta o meio ambiente de diversas maneiras. Uma delas, é que ao empregar materiais oriundos de diferentes processos de extração (como madeira), mineração (como areia e pedra) e fabricação (como plástico) acaba provocando danos ambientais. Além disso, produzindo grandes quantidades de variados tipos de resíduos que demandam adequada gestão de resíduos para que não se transformem em problema ambiental. Por isso, a gestão ambiental e de resíduos sólidos deve ser inserida no planejamento das empresas de construção civil.


Para Helio Narchi, professor de Engenharia Civil do Instituto Mauá de Tecnologia (IMT), além da poluição ambiental e visual, também existe a poluição sonora ao afetar a vizinhança do local onde se realiza uma obra de forma temporária ou permanente. “Temporariamente gerando ruídos, poeira, perturbação no trânsito, por exemplo”, destaca. Permanentemente produzindo edificações que podem alterar o tráfego local ou o uso e ocupação do solo (um shopping center, por exemplo), “ou ainda provocando mudança no valor dos imóveis da região sob sua influência”, complementa.

Gestão ambiental e tipos de resíduos recicláveis

A gestão ambiental das obras tem que atuar nas mais diversas frentes procurando, por exemplo, empregar materiais cuja produção seja de mínimo impacto, reduzindo ao máximo os incômodos e riscos a terceiros durante as obras, gerindo adequadamente os resíduos produzidos em obra e mitigando ao máximo os danos temporários e permanentes que a obra executada causará. “Essa gestão ambiental será tão mais eficiente quanto maior for o cumprimento da legislação ambiental e maior for a adoção de práticas sustentáveis, e se possível, a certificação por entidade idônea”, ressalta. Os materiais presentes no lixo doméstico que podem ser reciclados são: plásticos, em especial o PET e o PVC, alumínio, vidro, papel e papelão. “Há outros presentes no lixo, tais como madeira, tecidos e outros tipos de metais que não o alumínio, teoricamente recicláveis, mas seu aproveitamento depende muito do estado em que se encontram e de sua quantidade, que em geral é relativamente pequena”, destaca.

Veja como realizar a destinação correta de resíduos sólidos

Nas obras é essencial a gestão dos resíduos produzidos, que deve ser feita a partir da elaboração de um plano de gestão específico, denominado PGRC. Tal plano deve estabelecer os procedimentos de acondicionamento, transporte no interior da obra, armazenamento prévio à remoção, coleta e destino final dos resíduos a serem produzidos em todas as etapas da obra, desde a demolição de edificações existentes.

Entulhos de concreto, argamassas e materiais similares podem gerar areia, pedrisco e brita reciclados, que têm diversos usos em obras, tais como blocos de vedação, pisos e concreto não estrutural. Outros materiais produzidos como bica corrida e rachão têm uso em obras de pavimentação e drenagem. A Resolução CONAMA 307 também aborda a questão da destinação, em seu artigo 10, que estabelece que os resíduos da construção civil deverão ser destinados das seguintes formas:

I – Classe A: deverão ser reutilizados ou reciclados na forma de agregados, ou encaminhados a áreas de aterro de resíduos da construção civil, sendo dispostos de modo a permitir a sua utilização ou reciclagem futura;

II – Classe B: deverão ser reutilizados, reciclados ou encaminhados a áreas de armazenamento temporário, sendo dispostos de modo a permitir a sua utilização ou reciclagem futura;

III – Classe C: deverão ser armazenados, transportados e destinados em conformidade com as normas técnicas especificas.

IV – Classe D: idem III.

Os resíduos devem ser separados segundo suas características e suas classes, devendo seu destino privilegiar a reciclagem. “O que não for possível reciclar deve ser encaminhado a empresas que promovem tratamentos específicos, em especial, materiais perigosos como restos de tintas e solventes aromáticos”, orienta. Materiais como aço e madeira são encaminhados para empresas específicas que promovem o reprocessamento desses materiais.

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