Publicado em 17/09/2013Cursos de engenharia ganham nova grade curricular

Cursos de engenharia ganham nova grade curricular

Cursos de engenharia passam a priorizar a formação de profissionais generalistas

A reforma na grade curricular dos cursos de Engenharia já foi aprovada pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) e deve ser seguida por outras faculdades do país. O objetivo é facilitar o trânsito dos alunos pelas diversas modalidades da engenharia e formar profissionais mais generalistas.

Atualmente as disciplinas da grande área de exatas ficam divididas nos quatro primeiros semestres. Com a mudança da grade, elas ganham um semestre a mais. Também passam a existir novos módulos no quinto ano dos cursos, em que o aluno realiza pacote de disciplinas de uma modalidade de engenharia diferente da principal que está cursando, com fins de habilitação complementar.

Para a diretora da Escola de Engenharia da Universidade Presbiteriana Mackenzie, Leila Miranda, a formação deve ser generalista, “pois em um mundo em que tecnologias evoluem muito rápido, o especialista tende a ficar ultrapassado”. Confira a entrevista:

Mapa da Obra – A formação generalista é o caminho certo?
Leila Miranda – Atualmente, além da formação, busca-se estar em consonância com as exigências do mercado de trabalho para chegar à carreira bem sucedida. Um engenheiro generalista, com habilidades para lidar com números e mecanismos, que tenha raciocínio lógico, capacidade de trabalhar com cronogramas rígidos, e que seja criativo e versátil, é muito interessante para as organizações. Porém, para atuar como engenheiro, ele deve ser um generalista dentro de sua área. Por causa da globalização da economia, e da velocidade na qual as tecnologias se transformam, ser um especialista fica cada vez mais arriscado. É preciso cuidar para não ficar ultrapassado.

Mapa da Obra – Não há espaço no mercado para o especialista?
Leila Miranda – Tanto o generalista quanto o especialista possuem características específicas e, com certeza, haverá espaço para os dois no mercado – desde que competentes. No entanto, a formação generalista dentro de cada uma das áreas da engenharia é a opção que, no momento, oferece as maiores oportunidades.

Mapa da Obra – Será que isso não piora ainda mais a falta de profissionais qualificados no mercado?
Leila Miranda – Embora os cursos de engenharia exijam que o acadêmico realize estágio profissionalizante em sua área de formação, para ser um especialista vai ser preciso investir na educação continuada (especializações, mestrado e doutorado). Dentro deste princípio, precisamos de engenheiros com fundamentos cada vez mais sólidos, que tenham a capacidade de continuar estudando e se especializando, para atingirmos patamares de eficiência e qualidade almejados. O caminho para ser especialista é de muito estudo e maturidade profissional.

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