Publicado em 25/09/2015Concreto projetado em túneis

Concreto projetado em túneis

Por meio de ar comprimido, equipamentos de ponta tornam técnica de concreto projetado para estado da arte. Confira no texto.

Conhecido no Brasil desde a década de 1970, com a construção da Ferrovia do Aço (Região Sudeste) e da Rodovia dos Imigrantes (SP-160), o concreto projetado em túneis ganhou ainda mais visibilidade nos últimos anos, quando equipamentos de ponta tornaram sua aplicação mais eficiente, por meio de ar comprimido.

Com o método NATM (do inglês New Austrian Tunneling Method), o concreto projetado deixou de ser usado apenas como revestimento provisório nas obras, tornando-se definitivo. “O Brasil foi um dos primeiros países do mundo a adotar o revestimento secundário em túneis, se tornando referência mundial no uso da técnica”, aponta o engenheiro Cássio Luis Abeid Moura, diretor da Concreto Projetado do Brasil (CPB).

O material é dúctil, resistente, de baixa espessura e distribuidor de tensões. “Avanços estão tanto na área tecnológica, com robôs que seguram o mangote, quanto nos materiais, que contém superplastificantes e fibras”, conta.

O método, considerado “estado da arte” na construção de túneis, conta com fibras de aço ou sintéticas que substituem as armaduras em processos de concretagem projetada, por via seca ou úmida.

“Fibras de aço conferem ductibilidade ao concreto, permitindo que ele absorva mais energia. Com elas, o concreto se tornou não só mais resistente ao impacto, mas também ao fissuramento”, avalia o engenheiro, para quem o método de via úmida também evoluiu com aditivos como o policarboxilato.

Equipamentos

Há, hoje, duas bombas no mercado: a de pistão e a rotor. Enquanto a primeira serve apenas para projetar concreto por via úmida (concreto recebe água na betoneira e é bombeado já pronto), a segunda também trabalha a seco (água é adicionada à mistura apenas no bico projetor).

Ao optar por um tipo de bomba ou outra, é importante entender o seu uso e avaliar os custos. Segundo dados apresentados por Moura durante palestra apresentada em abril deste ano no Instituto de Engenharia, a máquina de projetar concreto tipo tambor de revólver é ainda mais barata que a de pistão.

“Dica importante para quem vai adotar a via úmida em túneis é usar uma bomba adequada à vazão que será projetada. Não indico bombas de 50 m³/h, sem o devido controle da vazão – se houver entupimentos, o risco de explosão pode ser grande”, argumenta o profissional.

“Dizemos que o ‘estado da arte’, na verdade, está na via semi-úmida, porque por mais que o controle do mangote esteja na mão do mangoteiro, a mistura e o controle do concreto acontecem antes, três metros atrás do profissional em serviço. Assim, temos menos reflexões e perdas.”

Segundo dados do mercado, 12 milhões de metros cúbicos de concreto são usados por ano na construção mundial, e 90% desse valor corresponde a aplicações subterrâneas. Além disso, em túneis, o concreto projetado tem resistência de 40 MPa a 45 Mpa, e a sua qualidade é considerada igual ou superior à do concreto moldado em obra. “Todos os equipamentos e insumos mais modernos encontram-se disponíveis no nosso mercado, fabricados por empresas nacionais”.

Para obter mais informações sobre o tema, basta conferir a palestra Concreto Projetado para Túneis: Estado da Arte no Século 21 [partes I e II], pela internet. Uma apresentação também pode ser acessada em: http://ie.org.br/site/ieadm/arquivos/arqnot9116.pdf

Cuidados para transporte de concreto: do volume de material transportado à limpeza do caminhão betoneira Botão Site

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