Publicado em 19/05/2015CBSF testa coberturas frias

CBSF testa coberturas frias

Setor cria consórcio para pesquisar qualidade de materiais usados em superfícies frias

Nos próximos quatro anos o Consórcio Brasileiro de Superfícies Frias (CBSF), grupo que reúne empresas, universidades e entidades setoriais, irá pesquisar as propriedades das chamadas coberturas frias – telhados ou fachadas que refletem a luz solar nas edificações.
O custo total do trabalho de pesquisa está orçado em R$ 6 mi. A ideia é estudar o comportamento de materiais já conhecidos no mercado, além de desenvolver novos sistemas que minimizem ganhos térmicos e aumentem a eficiência energética das construções.

“Vamos avaliar a evolução da refletância, da emissividade e a influência das cores em diferentes condições ambientais; os materiais serão expostos a climas variados e, em breve, poderemos estabelecer uma metodologia para selecionar produtos que atendam a necessidades próprias de usuários brasileiros”, informa o engenheiro civil e professor Vanderley John, que encabeça os estudos na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (POLI-USP).

O mapeamento dos produtos também ajudará a definir quais são os materiais mais adequados para cada região do país. “De posse dos resultados poderemos evitar que empresas introduzam produtos de baixo desempenho ou de durabilidade inferior no mercado. A pesquisa servirá ainda para determinar a melhor qualidade dos materiais para países de clima similar ao nosso – eles são o principal mercado para essas tecnologias.”

No Brasil, sistemas cerâmicos e cimentícios predominam nas coberturas de prédios residenciais e comerciais, em função de sua durabilidade e preços competitivos. A tradição do desenho inclinado para telhados também é um fator de incentivo ao seu uso e, por isso, o aprimoramento de sua aplicação se faz necessário.

“Telhas de concreto e de fibrocimento não são combustíveis, exigem menos manutenção e são estanques, o que também contribui para a sua difusão”, avalia John. “Temos empresas comercializando produtos frios sem oferecer ao consumidor qualquer noção do potencial do material; por outro lado, não temos critérios técnicos acordados para afirmar, com segurança, o que é um produto frio de alta durabilidade”, justifica o engenheiro especialista.

O Consórcio Brasileiro de Superfícies Frias (CBSF) foi apresentado ao mercado na última edição da Feira Internacional da Construção (Feicon-SP). Ele será integrado por empresas como Arkema, Brasilit/ Saint-Gobain, Down Química, Dupont e Eternit-Tégula, além da POLI-USP e núcleos de algumas universidades federais (Pará, Santa Catarina e Vale do Rio dos Sinos). O Conselho Brasileiro de Construção Sustentável (CBCS) e o Green Building Council Brasil também fazem parte do grupo, ao lado da Tesis – companhia voltada para a gestão de programas de qualidade.

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