Publicado em 28/01/2014Carreiras futuras: engenharia civil

Carreiras futuras: engenharia civil

Aluna do curso de edificações do Senai também faz engenharia e quer trabalhar nos canteiros

A estudante Janaina Oliveira tem 19 anos e já sabe bem o que quer no futuro: ser muito responsável e acompanhar obras de construção civil. Sem se preocupar com preconceitos alheios, ela cursa o sexto semestre da graduação em engenharia civil, gosta de ir ao cinema e ouvir músicas variadas – quando tem tempo livre.

Para saber o que a profissão lhe reserva na prática, decidiu se matricular no curso de edificações do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial do Estado de São Paulo (SENAI-SP), na Escola Orlando Laviero Ferraiuolo.

Mapa da Obra – O que te atrai em uma profissão que ainda é considerada masculina por muitas pessoas?
Janaína – A flexibilidade da profissão me atraiu, porque a cada dia estamos em um lugar diferente, fazendo coisas diferentes. Analisei o mercado e, dentro das possibilidades que tinha, decidi por engenharia civil.
Mapa da Obra – Se você já cursa engenharia, por que então fazer um curso complementar?
Janaína – Na faculdade aprendemos muito a teoria. Eu senti necessidade de colocar a mão na massa. Optei pelo curso de edificações para ver como são feitas todas as fases de uma obra, desde o assentamento do bloco de concreto ao acabamento final interno.
Mapa da Obra – Os dois cursos que você faz tem um número maior de homens. Há preconceito por você ser mulher?
Janaína – Na faculdade, entre 65 alunos, somos apenas cinco mulheres. No curso de edificações, de 32 alunos, somos oito. Apesar da grande desproporção, nas aulas não há preconceitos. No dia-a-dia da profissão pode até haver preconceito, mas isso acabará, quando descobrirem que sei do que estou falando, e que sei o que estou fazendo. Temos que ir com cara e coragem, estudar muito, e saber trabalhar bem.
Mapa da Obra – Você é uma pessoa vaidosa? Nesta profissão, conseguirá manter a aparência sempre cuidada?
Janaína – É claro que sempre vou querer estar bem, arrumada. Porém, tudo tem um limite – até a vaidade! Não dá para visitar obra de salto fino. Se a visita permitir um salto baixo e um batom, vou adorar.

Foto: Kelly Xavier

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