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Publicado por luiscassimiro em 03/11/2026Normas, PSQ e argamassa: tudo o que o profissional precisa saber 
Avaliações como a do PSQ asseguram a qualidade na hora de especificar, comprar e aplicar a argamassa colante.Créditos: Votorantim Cimentos

Normas, PSQ e argamassa: tudo o que o profissional precisa saber 

Conheça testes, selos e normas de qualidade que ajudam na hora de escolher o melhor produto no mercado.

A qualidade de uma argamassa colante vai além de sua marca ou do preço. Para entendê-la, o profissional precisa saber o que os testes técnicos avaliam, o que as normas exigem (como a NBR 14081) e de que forma o Programa Setorial da Qualidade (PSQ) verifica os produtos do mercado. 

Conheça as principais normas e diretrizes de qualidade para fazer as melhores escolhas na hora de especificar, comprar e aplicar a argamassa colante em sua obra! 

O que é avaliado nos testes de qualidade das argamassas colantes? 

Os ensaios laboratoriais do Programa Setorial da Qualidade (PSQ) seguem os requisitos estabelecidos pela Norma Brasileira Regulamentadora 14081, da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). 

A NBR 14081 define as propriedades mínimas de desempenho para argamassas industrializadas: 

  • Resistência de aderência à tração. 
  • Tempo em aberto. 
  • Deslizamento. 
  • Informações da embalagem. 

Os ensaios permitem comparar o desempenho real do produto com os limites técnicos definidos pela norma para cada classificação.  

Quando o resultado fica abaixo do exigido, a argamassa é considerada não conforme, independente do que está impresso na embalagem. 

Saiba mais sobre cada um dos ensaios: 

Teste de resistência à tração 

A resistência à tração é o teste que avalia a capacidade de fixação da argamassa ao revestimento cerâmico e à base.  

O ensaio consiste em aplicar a argamassa sobre uma superfície padronizada, assentar as pastilhas e, após o período de cura, exercer força de tração perpendicular até o rompimento. 

O resultado, expresso em MPa, é comparado ao valor mínimo exigido pela norma para essa classificação. Resultados abaixo do limite indicam um produto fora da conformidade, com risco de descolamento em uso. 

A aderência insuficiente é uma das principais causas de falhas em assentamento de cerâmica e um dos problemas mais caros de corrigir após a conclusão da obra, já que demanda remoção e recolocação total do revestimento afetado. 

Teste de resistência de aderência 

A NBR 14081 prevê testes de resistência de aderência em três condições distintas, cada uma simulando um ambiente ou uma situação de uso diferente: 

  • Cura normal: amostras são avaliadas em condições padronizadas de temperatura e umidade. 
  • Cura submersa: a resistência da argamassa é verificada após exposição à umidade. 
  • Cura em estufa: o desempenho é analisado após exposição a temperaturas elevadas. 

Ensaio de tempo 

Após ser espalhada sobre a base, a argamassa mantém, por um período, uma capacidade de aderência suficiente para receber e fixar a cerâmica. É o chamado tempo em aberto. 

Após esse prazo, a superfície começa a secar, resultando em fixação inadequada, mesmo que o produto ainda pareça úmido. 

O ensaio de tempo verifica a resistência de aderência de amostras assentadas após intervalos, que são definidos pela norma. O resultado confirma se a argamassa conserva o desempenho mínimo dentro do tempo em aberto declarado pelo fabricante. 

Respeitar o tempo em aberto é fundamental em obras com ritmo acelerado ou em dias quentes. Ignorar esse parâmetro é uma das causas mais comuns de falhas de aderência, que só aparecem meses depois na forma de patologias. 

Características das embalagens 

O Programa Setorial da Qualidade também checa se as embalagens de argamassa atendem às exigências normativas de informação ao consumidor. 

As principais são: 

  • Identificação do produto (nome comercial, classificação, fabricante e CNPJ). 
  • Instruções de uso. 
  • Informações de segurança. 
  • Massa líquida declarada e massa efetiva. 

Embalagens com características incorretas, incompletas ou enganosas são irregulares e podem comprometer a decisão de compra e o uso correto do produto. 

Como os testes identificam argamassas fora da norma? 

O processo de identificação de irregularidades em argamassa compara os ensaios realizados com os limites mínimos estabelecidos pela NBR 14081 e a classificação declarada pelo fabricante. 

Se qualquer requisito não for atendido, o produto é classificado como não conforme naquele ciclo de avaliação. 

Esses resultados são publicados nos relatórios do PSQ e permitem que fabricantes, lojistas e profissionais identifiquem produtos com histórico de não conformidade. 

Qual a relação entre os resultados dos testes e a qualidade da obra? 

A conexão entre a qualidade da argamassa e a qualidade de uma obra é direta e tem impacto financeiro. Quando os requisitos dos testes não são atendidos, as consequências podem aparecer de diferentes formas: 

  • Tempo em aberto inadequado gera falhas de fixação que passam despercebidas na execução e se manifestam futuramente. 
  • Embalagem com informações incorretas induz a erros de preparo e aplicação. 
  • Massa efetiva menor significa custo por m² maior do que o calculado no orçamento. 

Quando o assunto é argamassa colante, normas e selos de qualidade não são preciosismo técnico. Estar atento às classificações e avaliações é um cuidado necessário para a prevenção de retrabalhos, a redução de desperdícios e a proteção do sistema de revestimento como um todo. 

Se você gostou desse conteúdo, também pode se interessar por o que é o PSQ e qual a sua importância para escolher a argamassa. 

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