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Publicado por Carla Rocha em 06/01/2022Engenheiro civil x arquiteto: qual contratar para cada situação?
A ausência de um bom profissional resultará em um edifício ou cidade disfuncional, plenos de problemas técnicos e funcionais.Créditos: Shutterstock

Engenheiro civil x arquiteto: qual contratar para cada situação?

São profissionais com atribuições e formação bem distintas que se complementam

Ao se dar início a uma construção é comum que as pessoas tenham dúvidas com relação aos profissionais que devem ser contratados para atuar em sua obra. Afinal, são muitas as necessidades e conhecer a diferença entre os serviços realizados tanto pelo engenheiro quanto pelo arquiteto é essencial para fazer a contratação do profissional e elaborar adequadamente o escopo de suas atividades para evitar problemas no futuro. 

Para Lucas Fehr, coordenador do curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Presbiteriana Mackenzie, a arquitetura e engenharia civil são duas profissões ligadas ao campo da construção, com atribuições bem definidas e complementares, essenciais para o segmento construtivo. “Importante salientar a complementaridade das profissões e que sua formação permite o entendimento amplo dos processos construtivos”, ressalta.

Resumidamente, a concepção de um edifício e cidade cabe ao arquiteto, enquanto dimensionamentos e especificidades estruturais cabe ao engenheiro. Desta forma, a interface com o usuário é muito mais próxima do arquiteto do que do engenheiro. “No entanto, são profissionais com atribuições e formação – como já mencionado – bem distintas”, salienta. Por isso, é fundamental que o profissional de arquitetura tenha a compreensão das dinâmicas sociais, das necessidades e anseios dos usuários e população, e saber traduzir isso em uma resposta espacial, que envolve qualidade ambiental, funcionalidade, tecnologia e estética.

Principais diferenças entre as suas especialidades

O arquiteto tem a responsabilidade de conceber as edificações, sua funcionalidade, espacialidade, suas formas, materialidade, acabamentos e concepção construtiva e espacial. É, portanto, aquele que concebe o edifício e seus espaços. Tem a atribuição também de fazer a interface das edificações com o seu meio, como a cidade. É também o responsável pelo olhar e cuidado com o patrimônio arquitetônico cultural.

O arquiteto e urbanista (a formação é única) também é o responsável pelo desenho e pela organização da cidade e seu planejamento, de massas edificadas, seus espaços públicos, e seus sistemas, como a mobilidade. O arquiteto também atua nos campos de paisagismo, tanto em relação a praças, parques, jardins, quanto às massas verdes e à paisagem urbana. Outro campo vasto é a arquitetura de interiores, responsável pelo planejamento e adequação dos espaços e ambientes de edificações.

O engenheiro civil é responsável pelo dimensionamento das peças estruturais e suas especificidades. É ele quem calcula, em última instância, sua resistência, determinando as características dos elementos da estrutura. Tem também papel na definição dos processos da construção. Engenheiros também dão suporte dimensional aos processos e sistemas urbanos, como obras viárias, como pontes e viadutos e demais sistemas de transporte.

A importância de um profissional qualificado

Ainda segundo o docente, o campo profissional é bastante vasto, então, um arquiteto pode ser reconhecido por seus belos projetos, sua concepção, suas soluções espaciais, formas e construtivas. “Para um bom processo de construção, é inimaginável que ocorra sem a contribuição dos dois profissionais complementarmente. A ausência de um bom arquiteto resultará em um edifício ou cidade disfuncional, plenos de problemas técnicos e funcionais”, ressalta.  

Mas também poderá ser um valioso profissional trabalhando em órgãos públicos ou entidades comunitárias, trazendo qualidade e soluções para os problemas da cidade e sua população.  Portanto, o profissional deve entender e gostar de seu ofício, se interessar pelos processos culturais e artísticos, ser criativo, crítico, saber ouvir e analisar as várias necessidades e possibilidades de atuação e resolução; ter preocupação social e ética, e ter boa formação, técnica e humanística.

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