Publicado em 04/03/2016Canteiros de obra também podem ser criadouros do Aedes aegypti
Mosquito Aedes aegypti transmite dengue, chikungunya e zika, doença que está relacionada a pelo menos 67 casos de microcefalia

Canteiros de obra também podem ser criadouros do Aedes aegypti

Campanha do Sinduscon-SP faz treinamentos para eliminar focos do mosquito transmissor de dengue, zika e chikungunya

Seja nos canteiros de obra ou em casa, o mais importante é virar um fiscal da limpeza. Para combater o Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya, não deixe o lixo acumular, nem vasilhames e garrafas virados com a boca para cima, acumulando água, evitando criadouros do Aedes aegypti.

“Nossa preocupação é que, nas obras, o técnico de segurança indique um responsável para fazer, diariamente, esta fiscalização”, defende o vice-presidente de relações capital-trabalho e responsabilidade social do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP), Haruo Ishikawa.

Evite criadouros do Aedes aegypti no seu canteiro

“Indicamos juntar todo o lixo de obra, inclusive restos de sacaria de argamassa e de cimento, entre outros resíduos, copos descartáveis, bandejas e alimentos dos refeitórios, e não deixar água acumulada em caixas, recipientes, garrafas e outros vasilhames, virando tudo de boca para baixo, no final da tarde.” Não se esqueça de drenar a água acumulada nas lajes ao longo do dia e, principalmente, nos finais de semana. A betoneira também pode acumular água, fique atento.

Em casa, para combater o mosquito que gosta de sombra e água fresca, os cuidados são parecidos: pneus, garrafas, vasos, piscina, calhas entupidas e até tampinhas de garrafa jogadas no quintal podem transformar-se em criadouros, se a água limpa, ou mesmo da chuva,  se acumular. Piscinas podem ser cobertas com capas plásticas; calhas precisam ser desentupidas e limpas, assim como os pneus, que não devem armazenar água depois das chuvas. Outros recipientes também terão de ser esvaziados e limpos, senão descartados. Sacos de lixo devem permanecer sempre bem protegidos da incidência de chuvas.

Campanha Sinduscon-SP

Consciente da importância de unir esforços para combater o Aedes aegypti, o Sinduscon-SP lançou uma campanha contra a proliferação do mosquito transmissor das doenças que estão assustando a população e preocupando as autoridades. A ação mobiliza profissionais da área da saúde em canteiros de obras, com palestras, divulgação de vídeos e cartazes informativos sobre medidas preventivas.

Segundo informou o sindicato, técnicos de segurança do trabalho do Programa Sinduscon-SP de Segurança estão habilitados para orientar profissionais de obra nesse combate. Ao final dos treinamentos, serão realizadas verficação e avaliação prática de possíveis focos de proliferação do mosquito no canteiro.

Dados do Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa), divulgado pelo Ministério da Saúde, indicam que 199 municípios brasileiros estão em risco de surto de dengue, zika ou chikungunya. Em 2015, o Brasil registrou mais de 1,6 milhões de casos de dengue. Evitar criadouros do Aedes aegypti é a melhor prevenção.

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