
Desplacamento de revestimento: como resolver
Falhas na execução e no uso de materiais inadequados podem levar ao desplacamento de revestimentos cerâmicos. Saiba como evitar esse problema e garantir durabilidade e segurança.
O assentamento de placas cerâmicas e pastilhas com argamassa é muito comum no Brasil e costuma entregar excelente durabilidade. Porém, quando as boas práticas de execução não são seguidas, pode surgir uma anomalia conhecida como desplacamento — situação em que as peças se soltam da base onde foram coladas. Em ambientes internos, como paredes e pisos, o desplacamento causa incômodo visual e compromete funções importantes do revestimento, como proteção, estanqueidade e estética. Nas fachadas, o problema é ainda mais sério: a queda de placas pode provocar acidentes e danos a pessoas e propriedades.
O que causa o desplacamento?
Vários fatores podem levar uma placa a se desprender da superfície. Esses fatores podem ocorrer isoladamente ou combinados. Entre os principais, destacam-se: ausência de projeto executivo, principalmente em fachadas; mão de obra não qualificada, que não segue as boas práticas de aplicação; uso de materiais inadequados ou de baixa qualidade; procedimentos incorretos, como não realizar a dupla colagem quando necessária; e movimentos estruturais ou falta de juntas de dilatação. Segundo a engenheira Cristiana Furlan Caporrino, diretora da Furlan Engenharia e especialista em patologia das edificações, a combinação de materiais inadequados e técnicas de aplicação incorretas é um dos maiores vilões do desplacamento.
Como identificar problemas antes que o desplacamento aconteça?
Detectar falhas de aderência nem sempre é simples. Na maioria das vezes, o problema só aparece quando já está em estágio avançado. Um dos principais sinais é o som oco emitido quando se percurte o revestimento. Em fachadas, no entanto, esse tipo de teste é difícil por causa da altura. Por isso, a recomendação é realizar manutenções preventivas feitas por profissionais qualificados, capazes de identificar a anomalia ainda no início. Quando há indícios de desplacamento iminente, algumas ações devem ser tomadas imediatamente: isolar a área de risco, evitando o trânsito de pessoas; contratar uma empresa especializada para diagnosticar e corrigir a falha com segurança; e executar a recuperação completa, evitando soluções paliativas que não tratam a causa raiz.
Como prevenir o desplacamento?
A melhor forma de evitar essa anomalia é unir um projeto executivo de qualidade, profissionais experientes e materiais adequados e certificados. O projeto deve especificar espessuras das camadas, tipo de argamassa recomendado, juntas de dilatação e de controle e detalhes construtivos da fachada. Além disso, é essencial adquirir materiais conforme o especificado. Como ressalta a engenheira Cristiana Furlan, o uso de produtos de baixa qualidade para reduzir custos é um erro comum que compromete todo o sistema.
A Votorantim Cimentos oferece uma linha completa de argamassas para diferentes tipos de obra, garantindo desempenho, segurança e durabilidade. Confira os produtos disponíveis: https://www.mapadaobra.com.br/produtos/argamassas

