Votorantim Cimentos
Publicado em 05/11/2016Projeto de revestimento de fachadas garante sucesso da obra em bairro planejado
Quatro torres receberam as argamassas Matrix Massa de Projeção e Votomassa Cola TudoCréditos: A.RICARDO/shutterstock.com

Projeto de revestimento de fachadas garante sucesso da obra em bairro planejado

Ilha Pura, bairro sustentável que recebeu a Vila Olímpica, garantiu em seu projeto a aplicação eficiente de fachadas, com atuação da Votorantim Cimentos

A Ilha Pura é um bairro planejado na região da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. Durante os jogos de 2016, funcionou como Vila Olímpica. Após as competições, foi liberado para receber os moradores. As 31 torres foram concebidas em um terreno de 820 mil m², com potencial para expansão. Abrigam 3,6 mil unidades de 77 m² a 230 m² – com três ou quatro quartos – e ampla área de lazer, com piscinas, academias e parque de 72 mil m².

Sustentável, o empreendimento foi construído com dispositivos para economizar água e energia elétrica, como placas de captação solar. A concepção também priorizou planos para reduzir os gases de efeito estufa, a partir de um projeto de logística especial; uma infraestrutura de ciclovias; o acesso às estações de BRT; além de gerenciamento de resíduos.

Trata-se do primeiro bairro da América Latina a receber a chancela LEED ND, do Green Building Council. Também é pioneiro na certificação AQUA Bairros e Loteamentos no Rio de Janeiro, além de apresentar os selos AQUA Habitacional e Casa Azul, da Caixa.

A importância das fachadas

Desenvolver um bom projeto de revestimento de fachadas era condicionante para o sucesso da obra. O primeiro passo seria identificar os pontos mais críticos da edificação, em consequência de movimentações estruturais e higrotérmicas, e estabelecer os materiais e procedimentos a serem utilizados.

“No caso da Ilha Pura foi especificado revestimento com placas cerâmicas de diferentes dimensões e classes de absorção em quatro torres, uma situação de elevado grau de responsabilidade técnica que exigiu uma série de cuidados e recomendações”, explica Marcus Coimbra Israel, gerente de desenvolvimento técnico de mercado e argamassa granel da Votorantim Cimentos, empresa fornecedora da obra.

Para tanto, as definições referentes a esse e outros processos de execução começaram na fase inicial do projeto, a fim de se conhecer as características da obra em questão e as expectativas das construtoras Carvalho Hosken e Odebrecht. Em seguida, foi necessário desenvolver o projeto básico para encontrar as soluções técnicas adequadas, até chegar ao projeto executivo, no qual foram determinados os materiais, os métodos de produção e de controle.

“Consideramos o projeto de fachadas um aspecto determinante dessa obra, que se relaciona com a arquitetura, a estrutura e a alvenaria. As duas primeiras definem os índices essenciais para o comportamento do edifício, em especial o de ‘esbeltez’ (relação altura e largura), assim como a presença de balanços e a especificação dos tipos de acabamento. Já a última apresenta informações essenciais, como o tipo e as características dos blocos (de vedação ou estrutural) e os pontos de reforço nos encontros com a estrutura”, detalha Angelo Just, diretor técnico da Tecomat Engenharia, empresa que cuidou do projeto de revestimento das fachadas das torres.

 

Falta de conhecimento é empecilho

O projeto de revestimento de fachadas foi providencial para o bairro Ilha Pura, uma vez que as construtoras dessa obra estão antenadas com a importância de se fazer um estudo completo anterior à aplicação. No entanto, não é o que acontece em muitas construções. “Falta conhecimento de como esse tipo de projeto ajuda a evitar problemas e a garantir uma execução adequada. Ele não diz respeito apenas à paginação de juntas e cerâmicas. A contratação do serviço depende da cultura local, do tipo de acabamento adotado e do histórico de problemas na região”, afirma Angelo Just.

O profissional também diz que ainda não há uma norma específica referente a esse tema. “A NBR 13.755 apresenta algumas indicações para especificação dos materiais e para a execução, mas, no que diz respeito ao projeto do produto, existe apenas uma recomendação para uso de juntas horizontais e verticais – no máximo a cada 3 e 6 m, respectivamente – e juntas de dessolidarização”, expõe.

 

Soluções da Votorantim Cimentos

Para atender às exigências e aos desafios de desempenho da argamassa previstas no projeto, e também para aumentar a produtividade e reduzir as perdas, foram utilizadas a argamassa industrializada Matrix Massa de Projeção no emboço da fachada e a argamassa colante Votomassa Cola Tudo no assentamento do porcelanato de dimensões elevadas.

“O resultado foi satisfatório porque a Votorantim Cimentos se preocupou com a qualidade final do empreendimento. Não basta a aplicação correta do produto. O desempenho também é muito importante. E os nossos produtos se encaixaram muito bem como parte do sistema construtivo, contribuindo com a durabilidade e a vida útil das edificações e obedecendo a norma de desempenho NBR 15.575”, ressalta Coimbra.

Ações de conscientização

Ainda de acordo com o gerente de desenvolvimento técnico da Votorantim Cimentos, a empresa tem realizado várias ações no sentido de conscientizar a cadeia construtiva quanto à importância do projeto de revestimento de fachadas. Ele lembra, por exemplo, que podem ser feitos ensaios não destrutivos (NDT), inclusive com o uso de drones para controle e monitoramento dos revestimentos.

“Outra técnica utilizada é a termografia, que permite detectar alguns problemas, como destacamentos, fissuras e umidade, até mesmo em fachadas com alto nível de confiabilidade. Essa ação, combinada com os drones, superou barreiras de acessibilidade, permitindo fiscalizar com eficiência edifícios de qualquer altura”, complementa.

Leia também: Revestimentos de fachadas estão sujeitos a diversos problemas

 

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