Votorantim Cimentos
Publicado em 18/11/2016Mastro hidráulico é utilizado para concretagem no ECO Berrini
Engemix forneceu mais de 43 mil m³ de concreto à obra. Boa parte foi distribuída nas lajes por mastro hidráulico

Mastro hidráulico é utilizado para concretagem no ECO Berrini

Concreto da Engemix foi lançado em lajes de 1,8 mil m² por tecnologia inédita no Brasil

Um dos ícones da tradicional Avenida Luís Carlos Berrini, importante polo comercial de São Paulo, o ECO Berrini impressiona pela grandiosidade: 140 metros de altura, 35 pavimentos e um imponente lobby de entrada com pé-direito de 25 metros. Com projeto arquitetônico assinado por Aflalo & Gasperini e construção da Hochtief, o edifício ganhou identidade com o fechamento em cortinas de vidro em forma de painéis unitizados.

O empreendimento, concebido em um lote de 23 mil m², tem uma base dividida em dois blocos, sendo que os quatro primeiros andares são interligados por passarelas. Tem cinco subsolos, heliponto na cobertura e um edifício-garagem. No 31º andar, conta com um jardim de inverno. No total, a área construída chega a 101 mil m².

Trata-se, ainda, de uma torre certificada pelo selo LEED Gold, do Green Building Council, já que suas instalações buscam o menor consumo de energia elétrica e conforto ambiental. As áreas de circulação, assim como as rampas, os elevadores e os sanitários, visam a acessibilidade de cadeirantes e de pessoas com deficiências físicas.

Mastro hidráulico para lançamento do concreto

Pela magnitude da obra, o prazo de 24 meses era um grande desafio. Isso obrigou a construtora a utilizar elementos específicos para agilizar as etapas, com procedimentos que seriam utilizados como modelo para as demais construções da Hochtief.

Entre as soluções encontradas, é possível destacar o uso de três gruas, banheiros prontos e, especialmente, uma tecnologia inédita no Brasil para esse tipo de obra: um mastro hidráulico distribuidor de concreto, também conhecido como place and boom, com o objetivo de aumentar a produtividade no bombeamento.

“Trata-se de uma lança que fica acoplada à ponta da tubulação de subida do concreto, fixada na estrutura do prédio. Fazendo uma analogia, é como ter uma bomba de lançamento no mesmo andar de concretagem, que sobe juntamente com a torre”, explica Maurecir Almeida, gerente comercial da Votorantim Cimentos, que participou da obra em parceria com os profissionais da Engemix,  negócio de concreto da Votorantim Cimentos

Cinco lajes concretadas por mês

Com a definição, o processo ocorreu da seguinte maneira: o caminhão bomba, no térreo, foi posicionado de modo a ser alimentado por duas betoneiras simultaneamente, atingindo um intervalo de descarga de 10 a 15 minutos. Dessa maneira, a produtividade foi de 45 m³ de concreto por hora, reduzindo o tempo de concretagem – até então estimado em 12 horas – pela metade, enquanto o prazo de execução da estrutura diminuiu em 60 dias.

O mastro utilizado teve capacidade para girar 360 graus e alcançar 30 metros de raio, permitindo atender cada laje de 1,8 mil m², concretada em duas fases (a primeira, com 340 m² e a segunda, com 320 m², em apenas dois dias). O andar-tipo foi concluído a cada seis dias úteis, ou seja, eram feitas quase cinco lajes por mês. Por consequência, a obra também racionalizou o uso de mangotes sobre a laje e reduziu significativamente a mão de obra necessária para fazer o lançamento do concreto.

Concreto da Engemix

“No que diz respeito ao concreto, foi estabelecido um módulo de elasticidade bastante elevado (cerca de 37 GPa). A Engemix formulou o material com traços especiais, definidos juntamente com os engenheiros e os consultores da obra”, relata Almeida, lembrando que também foi necessário mudar a central de atendimento do concreto devido às características das britas. O profissional também afirma que os blocos de fundação utilizaram 700 m³ de concreto fornecido pela Engemix, com temperatura controlada por gelo. No total, a empresa dispôs de um volume aproximado de 42,5 mil m³ de concreto.

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