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Publicado em 01/02/2017Lajes nervuradas consomem até 30% menos aço
As lajes nervuradas têm rigidez muito maior e peso próprio bem menor se comparadas com as opções convencionaisCréditos: Paulo Barros / e-Construmarket

Lajes nervuradas consomem até 30% menos aço

Por ser mais leve que as tipologias convencionais, como as lajes maciças, a solução é indicada para projetos com grandes vãos

Segundo definição da norma técnica ABNT NBR 6118 — Projeto de estruturas de concreto, lajes nervuradas são aquelas “moldadas no local ou com nervuras pré-moldadas, cuja zona de tração é constituída por nervuras entre as quais pode ser colocado material inerte”. Em outras palavras, o sistema é constituído por vigas cruzadas que funcionam como apoio para a mesa.

Por ser mais leve do que as lajes convencionais, como as maciças, a solução é a alternativa mais viável técnica e economicamente para projetos com grandes vãos – acima de cinco metros. “Quanto maior o vão, maior a rigidez que o sistema deve apresentar para resistir às cargas impostas, não deformando além dos limites”, explica o engenheiro Rodrigo Carvalho, titular do escritório Rodrigo Carvalho – Engenharia de Estruturas.

Segundo ele, a ‘mágica’ é que as lajes nervuradas têm rigidez muito maior e peso próprio bem menor se comparadas com as opções convencionais. “Isso se explica pelos vazios preenchidos com material inerte”, complementa.

Cálculos

Comparando as lajes maciças com as nervuradas, a segunda pode proporcionar economia de até 30% no consumo de aço e concreto. Entretanto, as vantagens só são obtidas se projeto e cálculos forem realizados corretamente. “É uma solução técnica estrutural para qualquer projeto. Porém, nem sempre é a melhor escolha econômica ou aquela mais adequada em função da arquitetura do empreendimento”, diz o engenheiro.

O consumo de concreto para lajes nervuradas dependerá, principalmente, do tipo de fôrma que será utilizada. “No catálogo dos produtos, os fabricantes das fôrmas informam sobre as quantidades ideais de concreto”, afirma Carvalho. Segundo alguns catálogos, fôrmas de 18 cm de altura e 5 cm de espessura, por exemplo, são capazes de proporcionar economia de 36% no consumo de concreto e 35% no de aço.

A ABNT NBR 6118 determina que a espessura da mesa tem que ser 1/15 da distância entre as nervuras e não menor do que 3 cm. Se houver tubulações embutidas com diâmetro máximo de 12,5 cm, a espessura da mesa passa a ser igual ou maior do que 4 cm. Já a largura das nervuras não pode ser menor do que 5 cm e, quando houver armaduras de compressão, o tamanho mínimo passa a ser 8 cm.

“A quantidade de aço é calculada levando em consideração as teorias de flexão simples”, destaca o profissional. A norma técnica ressalta que as taxas mínimas de armadura variam em função da fôrma da seção e do fck (resistência) do concreto. “Os escoramentos podem ser os mesmos usados para laje maciça, mas é recomendável que sejam especificados escoramentos metálicos próprios para o sistema, que conferem maior velocidade de execução”, comenta Carvalho.

Para garantir a segurança da estrutura, o projetista deve levar em consideração as forças que atuam sobre a laje durante toda sua vida útil. Além do peso próprio, calculado através das dimensões da seção transversal e do peso específico do concreto armado (2.500 kg/m³), é preciso também colocar na equação os valores referentes ao revestimento.

Esses números são obtidos através da multiplicação da espessura das camadas do revestimento (contrapiso, piso e forro) pelo peso específico aparente da solução utilizada. Também é necessário levar em conta a presença de alvenaria sobre a laje, ou seja, quando existirem paredes em cima da estrutura, seu peso pode ser distribuído de maneira uniforme por toda a superfície.

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