Votorantim Cimentos
Publicado em 22/02/2016Conheça programa do Governo que incentiva produção caseira de eletricidade
Estima-se que seis placas de 200 Wh sejam suficientes para suprir a demanda de eletricidade de uma residência. O investimento é de R$ 20 mil

Conheça programa do Governo que incentiva produção caseira de eletricidade

Com subsídios para baratear custos de placas fotovoltaicas, ideia é que o consumidor “venda” eletricidade para sistema local de distribuição

O Programa de Desenvolvimento da Geração Distribuída de Energia Elétrica (ProGD), do Ministério de Minas e Energia, incentiva que você produza, em sua própria casa, a energia elétrica que vai consumir. Para isso, vai ser preciso ter placas fotovoltaicas para captar a luz do sol.

Segundo a engenheira e especialista em construção sustentável Lourdes Printes, diretora técnica da LCP Engenharia e Construções, o que antes era caro demais, agora ficou um pouco mais acessível. Onze placas fotovoltaicas, que antes podiam custar cerca de R$ 70 mil, agora são compradas por R$ 28.900 mil. “Meu cliente projetou 11 placas fotovoltaicas para sua residência, em Campinas (SP), e gastou R$ 6 mil para instalar o sistema, que ficou em quase R$ 35 mil”, revela.

O investimento ainda é alto, por isso, o consumidor tem que pensar o que ele – e toda a sociedade – ganham com isso. “Essas placas produzem 200 Watts/hora (Wh), ou seja, entre 6h e 18 horas, num cenário realista, cada placa vai produzir 1.680 Watts (W): total de 18.480 W, ou 18,48 quilo-Watts (kW)”, calcula.

Uma casa simples, unifamiliar, consome em média, por dia, de 10 kW a 11 kW. Printes afirma que a demanda de energia vai depender do número de eletrodomésticos, tipos de lâmpadas utilizadas, existência de ar-condicionado, entre outros. “Uma placa de 200 Wh produz, em seis horas de atividade, 800 W, o que dá para ascender uma lâmpada de 100 W por oito horas, ou uma televisão, ao longo de todo o dia”, compara. A ideia é que seis placas de 200 Wh sejam suficientes para cobrir a demanda de eletricidade de uma residência simples. Proporcionalmente, o investimento, aproximado, seria de uns R$ 20 mil.

Por que compensa?

Quando você tem placas fotovoltaicas que produzem mais energia elétrica do que sua casa precisa, são gerados créditos com a concessionária local, utilizados para abater de contas futuras, ou de outros imóveis que você apontar, que recebam eletricidade da mesma distribuidora. Além disso, é maior a segurança energética – em outras palavras, menores as chances de um apagão.

Outra vantagem é que toda a energia gerada em casa estará isenta de impostos, como o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), o Programa de Integração Social (PIS) e a Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (Cofins). O sistema reduz a necessidade de estrutura de transmissão elétrica e evita perdas e, com a redução crescente dos custos do investimento em equipamentos residenciais, mais rápido o consumidor deve recuperar o valor investido, para lucrar.

Com tudo isso, as vantagens ambientais são ainda maiores: até 2030, 2,7 mi de unidades de consumo poderão gerar sua própria energia, entre residências, pontos de comércio, produção agrícola e indústrias, resultando em 23.500 MW de energia limpa e renovável, que aproveita o potencial solar brasileiro. Isso equivale à metade da energia gerada na Usina Hidrelétrica de Itaipu. O Brasil também evitaria a emissão de 29 milhões de toneladas de CO² na atmosfera. Para saber mais sobre o ProGD, acesse o site do Ministério de Minas e Energia.

Compartilhe esta matéria

Mais lidas

Veja também