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Publicado em 15/02/2016Concreto armado
Composição do concreto armado reúne agregados graúdos, cimento, água, minerais e aditivos

Concreto armado

Dosagem do concreto armado segue orientações de projeto que também especificam dimensão, posição e quantidade das barras de ferro

Todo mundo fala muito em concreto armado. Mas você sabe o que é isso? Trata-se de um dos mais importantes e usados sistemas estruturais em todo o mundo, que se diferencia do concreto “simples” por receber, em seu interior, barras de aço (ou armadura), o que aumenta a resistência de vigas, lajes e pilares aos esforços de tração, flexão e torção.

Sua mistura é composta de agregados graúdos, como brita ou seixos rolados, além dos miúdos, como a areia; cimento, água, minerais (sílica ativa, metacaulim, cinza de casca de arroz) e aditivos, como plastificantes, impermeabilizantes, aceleradores, retardadores ou incorporadores de ar também entram o traço – que pode sugerir, ainda, fibras de aço ou polipropileno e pigmentos. O engenheiro especialista em concreto da Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP), Rubens Curti, afirma que os “ingredientes” escolhidos devem atender à normas técnicas para que o concreto tenha boa qualidade. A dosagem de cada um deles será a mais adequada à função estrutural do concreto armado e suas características em projeto.

A mistura deve estar homogênea, sem segregação dos materiais constituintes, e pode ser feita tanto em canteiro quanto numa usina (central de concreto). Já o lançamento do concreto pronto nas fôrmas deve ocorrer num intervalo máximo de três horas, a partir da preparação da mistura. “Depois, ocorre a perda da plasticidade e, consequentemente, o enrijecimento da pasta pela hidratação do cimento com a água, dependendo da quantidade, do tipo de cimento utilizado, da presença de aditivos e das condições climáticas”, explica Rubens.

O adensamento serve para eliminar todo o ar aprisionado na mistura, além de preencher totalmente as fôrmas – dando mais resistência ao material. Para tanto, use vibradores mecânicos de imersão. Na sequência, a cura precisa evitar a perda rápida de água por evaporação ao longo dos sete primeiros dias – cura química, úmida ou por material impermeabilizante. O processo todo pode levar até 28 dias.

Mas, se o concreto é armado, a armadura foi previamente dimensionada por um engenheiro de estruturas. Ela é composta de barras (vergalhões), longitudinais e transversais, e estribos – diâmetros que variam de 6 mm a 50 mm, responsáveis por absorver esforços de tração, flexão e torção. Ainda tem dúvidas? Rubens Curti, da ABCP, responde:

O pedreiro precisa ter algum curso de especialização para trabalhar com concreto armado?

Quem trabalha apenas na concretagem de grandes obras não precisa fazer cursos. Contudo, se o profissional executar obras de pequeno porte, é conveniente participar de treinamentos específicos (mestre de obras).

Como é feita a montagem da fôrma e das ferragens? Existe alguma técnica específica?

Cursos de mestre de obras orientam sobre a montagem de fôrmas e a colocação de armaduras. No projeto são especificadas quantidades, dimensões e posições das barras de aço dentro das fôrmas.

Quais os cuidados que se deve ter e quais são os pontos críticos ao trabalhar com o concreto armado?

Ao concretar, atente para que barras de ferro não encostem nas fôrmas, ou a armadura ficará exposta após a desforma. Para afastar corretamente as barras de aço das fôrmas usam-se espaçadores.

As fôrmas podem ser reaproveitadas? Qual é a vantagem disso?

Fôrmas podem ser tábuas de madeira ou chapas de madeira compensada reforçada com sarrafos, ou ainda chapas metálicas. Elas recebem, primeiro, a armadura e posteriormente o concreto. É importante um bom escoramento para evitar movimentação antes de o concreto obter resistência. Fôrmas podem e devem ser reaproveitadas.

Existe algum tipo de cuidado quanto ao concreto utilizado?

A dosagem do concreto segue a resistência do material necessário ao projeto estrutural. Endurecido, o concreto recebe cuidados em função do meio ambiente em que foi executado. A NBR 6.118, da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), estabelece quatro classes de agressividade a que o concreto poderá ficar exposto durante sua vida útil e, assim, define, para cada situação, a dosagem correta (relação água-cimento, consumo e tipo de cimento, resistência característica (fck) e cobrimento das armaduras, entre outros).

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