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Publicado em 02/01/2018O mercado imobiliário em 2017 e suas projeções para 2018
Parte do avanço econômico no setor, em 2017, se deve aos empreendimentos Minha Casa Minha Vida Créditos: Shutterstock

O mercado imobiliário em 2017 e suas projeções para 2018

O mercado imobiliário em 2017 apresentou sutil recuperação em comparação aos anos anteriores

Nos últimos anos, os indicadores apontaram que vendas e aluguéis de imóveis diminuíram em quase todas as regiões do Brasil, consequentemente, a exigência por novas construções também. O mercado imobiliário em 2017 teve uma leve recuperação nas vendas, principalmente em empreendimentos voltados a programas do governo.

A Pesquisa do Mercado Imobiliário, realizada pelo Secovi-SP (Sindicato da Habitação de São Paulo), mostra que de janeiro a agosto de 2017, foram comercializadas 10.991 unidades na cidade de São Paulo, alta de 20,8% em comparação ao mesmo período de 2016, quando os resultados mostraram um total de vendas de 9.100 unidades. Embora a pesquisa aponte apenas dados regionais da capital paulista, os números mostram uma retomada econômica no setor.

Os motivos do otimismo se dão pela diminuição das taxas de juros e inflação, crescimento do PIB, redução na taxa de desemprego, preços dos imóveis mais estabilizados e mudanças nas regras de financiamento. Esses resultados fortalecem tanto a confiança do consumidor, que está mais encorajado a investir em imóveis, quanto a das incorporadoras, que terão menos riscos de prejuízo. A recuperação caminha a passos lentos, uma reviravolta completa não ocorrerá até meados de 2018.

MCMC x Médio e alto padrão

O sinais de recuperação que vem marcando 2017, mostram, porém, um desequilíbrio. Enquanto os negócios no setor popular evoluem, com empreendimentos do programa Minha Casa Minha Vida (MCMV), o setor de médio e alto padrão ainda sente a crise mais presente.

Com base em oito empresas listadas na Bolsa, os números divulgados em relação ao primeiro semestre de 2017 são:

 

  • Total de lançamentos: R$ 5,14 bilhões (valor), 10% mais que no mesmo período do ano passado.
  • Vendas líquidas: R$ 5,19 bilhões, 16% a mais que no mesmo período do ano passado.

 

As empresas que participam do programa MCMV são as responsáveis pelo avanço econômico no semestre, sendo assim, as grandes beneficiadas também. Em parte, o bom momento se deve às novas regras do MCMV, que ampliou de R$ 6,5 mil para R$ 9 mil o limite da renda daqueles que pretendem utilizar o programa. Outra vantagem é a oferta de financiamento com taxas reduzidas, graças a recursos do FGTS.

 

  • Total de lançamento: R$ 3,70 bilhões, alta de 22% na comparação anual.
  • As vendas das empresas atingiram R$ 3,33 bilhões, alta de 22% na comparação anual.

 

Já no médio e alto padrão, o cenário mostra números bem diferentes.  

  • Total de lançamentos: R$ 1,44 bilhão, retração de 13% ante 2016.
  • As vendas totalizaram R$ 1,85 bilhão, alta de 7%.

Mercado imobiliário em 2017 x expectativas 

Se o mercado imobiliário começa dar os primeiros indícios de alta, o setor da construção ainda opera em queda. Segundo projeções da CBIC, a construção civil como um todo (inclusive infraestrutura) fechará 2017 com retração de 3,5% no quarto ano consecutivo de queda.

José Carlos Martins, presidente do CBIC, diz que os recursos cativos da habitação também minguaram, o que retirou a verba da construção. Uma das medidas listadas pelo setor para ajudar na recuperação é a legislação para regular a desistência na compra de imóveis, os distratos. Com a crise econômica, muitos consumidores desistiram da compra, fazendo drenar a capacidade de investimento das construtoras.

A Secretaria de Defesa do Consumidor do ministério da justiça finalizou uma medida provisória para regularizar distrato, mas o texto está parado na Casa Civil.


Fonte: Exame | Folha de São Paulo

Conhecendo o balanço do mercado imobiliário em 2017 e as previsões para 2018, já é possível planejar futuras obras. Conheça a legislação urbana para evitar problemas em projetos e iniciar o ano do jeito certo!Botão Site

 

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