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Publicado em 23/09/2017Concreto bombeado: menos mão de obra, mais produtividade
O uso do concreto bombeado aumenta a velocidade dos serviços, reduz a quantidade de mão de obra e torna a cremalheira menos necessária, de forma que ela fique livre para ser usada em outras atividades.Créditos: Roman023_photography / shutterstock.com

Concreto bombeado: menos mão de obra, mais produtividade

Tecnologia do concreto bombeado reduz mão de obra e aumenta a produtividade do trabalho

Optar por concreto bombeado, ou argamassa bombeada, não é só uma decisão técnica acerca do melhor produto. Há considerações logísticas e gerenciais a serem feitas, segundo aponta o engenheiro Pedro Paulo Cruz, diretor de construção da Brookfield Incorporações.

Conforme ensaios realizados pela Brookfield, a argamassa projetada para revestimento de paredes proporciona melhor aderência ao substrato. Além disso, há menor consumo do material, cujo acabamento tem espessuras mais finas.

“Aumenta a velocidade executiva dos serviços, reduz a quantidade de mão de obra demandada e torna a cremalheira menos necessária, de forma que ela fique livre para ser usada em outras atividades”, analisa.

Já no concreto bombeado, Cruz vê benefícios até mais abrangentes. “Em função da complexidade e do tamanho das obras, com lajes planas que consomem maior volume de concreto, e cujas concretagens duram várias horas, não dá para abrir mão do produto bombeado”, explica.

 

Gestão otimizada da sua obra

O trabalho do engenheiro também muda, e seu foco volta-se para aspectos gerenciais da programação – com menos pessoal, e menos estoque de produtos para administrar. “A carga gerencial aumenta, mas também os ganhos na qualidade e no tempo”, acredita Cruz.

No caso do concreto bombeado, o primeiro aspecto a considerar é onde começa a concretagem, por onde vai evoluir e onde terminará. “O tubo tem que ser desmontado no ponto adequado, e é preciso identificar qual caminhão lançou cada volume do material”, recomenda.

Pode-se chegar a conclusão se ensaios posteriores de rompimento de corpos de prova revelarem problemas e vai ser preciso rastrear o concreto não conforme. A estratégia é montada a partir de um “mapa de concretagem”, em sintonia com o projeto de armaduras.

Isso porque é preciso prever reforços nos pontos que podem ser amassados pelos operários, quando caminharem sobre a laje em execução. “É importante dimensionar a equipe; o acúmulo de concreto num lugar só pode fazer ruir os escoramentos”, explica o engenheiro.

 

Questões logísticas

Com um trabalho muito mais dinâmico, é preciso que aspectos logísticos do serviço sejam ainda melhor planejados. Cruz recomenda ter equipe dedicada à qualidade do concreto, controlando o tempo que o material está dentro do caminhão, desde que saiu da usina, e acompanhando a moldagem de corpos de prova.

É preciso ter equipamentos em bom estado e verificados com antecedência, além de reservas na laje imediatamente abaixo daquela a ser executada.

A parte elétrica deve estar bem dimensionada e montada, assim como as equipes de polimento, caso esteja prevista a execução simultânea do contrapiso – serviço que inicia duas ou três horas após o lançamento do concreto.

Os caminhões entram e saem da obra com mais rapidez. Isso também leva à necessidade de planejar a doca, para que motoristas não precisem aguardar na rua, atrapalhando o tráfego.

Paulo Cruz acha importante começar a concretagem bem cedo. Por isso, recomenda planejar com antecedência a chegada da bomba para a noite anterior ao dia da execução dos serviços.

 

Outra solução que agiliza a conclusão da obra e que gera mais economia é a argamassa pronta. O Sistema Matriz, da Votorantim Cimentos, proporcionou bons resultados neste projeto.

 

 

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