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Publicado em 01/02/2018A acessibilidade em projetos de arquitetura e construção é essencial
Rampas, elevadores ou plataformas facilitam a locomoção de quem apresenta mobilidade reduzidaCréditos: Shutterstock

A acessibilidade em projetos de arquitetura e construção é essencial

A acessibilidade tem apoio na legislação brasileira e é item fundamental em projetos arquitetônicos

A arquitetura inclusiva é aquela que respeita a diversidade humana e define a acessibilidade para todos em diferentes espaços. Está relacionada ao conceito do Universal Design, que busca produtos e ambientes com design acessível ao maior número de pessoas possível.

O arquiteto trabalha esse conceito quando concebe um espaço acessível e transitável às pessoas que possuem alguma deficiência. “O projeto pode conter rampas, plataformas, elevadores acessíveis, pisos táteis, sinalização inclusiva, barras de apoio em áreas molhadas, piso de borracha e mais diversas soluções que respeitem à acessibilidade”, explica a arquiteta Juliana de Oliveira Moretti, membro do Clube da Reforma.

Segundo dados do IBGE, no último Censo Demográfico, 45,6 milhões de pessoas declararam conviver com algum tipo de deficiência, seja visual, auditiva, motora ou mental/intelectual. Ou seja, 23,9% da população brasileira não vivem em uma sociedade adaptada. Esses números não incluem as pessoas idosas que também precisam de adaptação e representam mais de 8% da população.

Esses dados apenas reforçam a importância da aplicação do conceito de arquitetura inclusiva, apoiada por norma técnica e legislação federal. De acordo com Juliana, a NBR 9050, revisada em 2004, além de considerar as pessoas com deficiência, ampliou a abordagem para quem tem dificuldades de locomoção, como idosos, obesos, gestantes e etc.. Ainda em 2004, foram promulgadas as leis 10.048 e 10.098, que estabelece normas e critérios para a promoção da acessibilidade.

 

O que as leis exigem?

A Lei nº 10.098 estabelece normas gerais e critérios básicos para a promoção da acessibilidade das pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida, mediante a supressão de barreiras e de obstáculos nas vias e espaços públicos, no mobiliário urbano, na construção e reforma de edifícios e nos meios de transporte e de comunicação.

A Lei considera como barreira qualquer entrave ou obstáculo que limite ou impeça o acesso, a liberdade de movimento e a circulação com segurança das pessoas.

 

Para incluir nos projetos

A acessibilidade na arquitetura significa projetar espaços, sejam eles públicos ou privados, que atendam as demandas de necessidades sem deixar de lado e apelo estético e conceitual.

Para que seu projeto seja inclusivo, tanto para pessoas que apresentam mobilidade reduzida quanto para idosos que necessitam ambientes mais seguros, alguns itens são fundamentais.

 

Medidas para garantir acessibilidade

Algumas medidas precisam ser respeitadas, como:

  • Circulação de largura mínima de 90 cm e altura de 2,10 m.
  • Vãos de porta de no mínimo 80 cm e diâmetro de 1,50 m para manobras de cadeiras de rodas em 360º em qualquer ambiente.
  • Para conversões de 90º, os corredores devem ter 1,20 m de largura.

 

Elevadores e rampas

Mesmo que o empreendimento não contemple muitos andares, a inclusão de rampas, plataformas ou elevadores é imprescindível para que a locomoção seja facilitada. A ideia é que o piso seja nivelado e que degraus não impeçam o acesso aos locais.

 

Barras

As barras de apoio são alternativas de segurança para quem precisa de acessibilidade ou mobilidade, como idosos, deficientes físicos ou pessoas que estão em algum tratamento e apresentam dificuldade em se locomover. Podem ser instaladas em banheiros, corredores, quartos ou em qualquer outro local que seja necessário.

 

Revestimentos

Alguns tipos de revestimento de piso apresentam certo risco, principalmente em áreas úmidas, como banheiro e cozinha. A ideia é planejar os cômodos com pisos antiderrapantes a fim de evitar acidentes e escorregões. Evite pisos polidos ou de pedras.

 

Iluminação

A automação é forte aliada de projetos que precisem de necessidades especiais. Adaptar sensores que acendem as luzes de forma simples é uma alternativa prática que evita algumas preocupações.

 

Essas são apenas algumas alternativas que podem ser incluídas no projeto. Há diversas outras normas, leis e ideias que podem também ser adaptadas em diversos espaços.

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