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Publicado em 05/10/2015Segurança nas alturas

Segurança nas alturas

Quem trabalha acima de dois metros é obrigado a apertar os cintos

O cinto de segurança é não só indispensável para quem atua nos canteiros mas, se o trabalho é feito em alturas acima de dois metros, seu uso é obrigatório, de acordo com as normas NR-06, do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), e ABNT NBR 15836/2011 – Equipamento de Proteção Individual Contra Queda de Altura — Cinturão de Segurança Tipo Paraquedista, da Associação Brasileira de Normas Técnicas, que traz orientações sobre os requisitos, métodos de ensaio, marcação e instruções desse equipamento de proteção individual (EPI).
Existem tipos diferentes de cintos de segurança para profissionais de obras: o abdominal, para trabalhos de posicionamento em altura, que permite o trabalhar ficar com as mãos livres para realizar uma tarefa, e o paraquedista, para movimentação em locais acima de dois metros. A escolha por um ou outro modelo vai depender da função executada, sendo o equipamento fornecido pelo empregador ou dono da obra.
Do que são feitos?
Feitos de fibras sintéticas virgens de mono ou multifilamentos e peças metálicas, os cintos de segurança utilizados na construção civil são resistentes para suportar pessoas de até 100 kg, mas, de acordo com Ideraldo Luis Bassanelli Lucio, instrutor do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial do Estado de São Paulo (SENAI-SP), nada impede que trabalhadores acima deste peso possam usá-los. “Profissionais mais pesados precisam ter, antes, autorização do empregador para executar trabalhos em altura, nos termos da NR-35 – Trabalho em Altura, também do MTE”, explica.
Antonio Vladimir Vieira, chefe do serviço de equipamentos de segurança da Fundacentro, alerta que é importante o profissional acima do peso ter ainda a autorização de um médico para o exercício da função. “Com essa aprovação para trabalhar em altura, ele deverá receber um cinto de segurança regulado.” Todos os cintos têm de ser regulados pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), e trazer na embalagem um número de Certificado de Aprovação (CA), do MTE. Para saber se o equipamento atende às especificações das normas de segurança, basta acessar o portal do MTE e realizar consulta informando o número do equipamento.
Se receber um produto que contiver algum defeito ou deformações, o trabalhador deverá devolvê-lo para que seja substituído, e à empresa caberá inutilizar o equipamento defeituoso, e comprar um novo, que custará em média R$ 160.
“Os modelos nacionais são tão bons quanto os importados. A diferença no preço entre um e outro se deve mais aos itens adicionais, já que algumas atividades exigem mais recursos e acessórios do que outras. O cinto do tipo paraquedista, dotado de dispositivo para conexão em sistema de ancoragem, como talabarte ou travaquedas, atende bem à maioria delas”, explica Lucio. O uso do cinto paraquedista é comum na demolição de edifícios altos.

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