Votorantim Cimentos
Publicado em 04/03/2016Aprenda a diferenciar os investimentos dos custos de uma loja de materiais de construção
Custos fixos mensais médios para uma loja de materiais de construção giram em torno de R$ 14.400,00

Aprenda a diferenciar os investimentos dos custos de uma loja de materiais de construção

Última reportagem da série “Monte seu Negócio” ensina que capital de giro é parte dos investimentos, mas varia na esteira dos custos da revenda

Antes de injetar energia e dinheiro no ramo do varejo de materiais de construção, procure diferenciar investimento, custos fixos e capital de giro – três conceitos que podem ajudar a decidir quando começar o novo negócio. Investimento é o valor, ou capital, empregado para começar o negócio, até que ele tenha forças suficiente para se manter sozinho. É dividido em investimento fixo, pré-operacional e capital de giro.

O investimento fixo indica tudo que o empreendedor terá de gastar para comprar um imóvel, equipamentos, mobiliário, utensílios e instalações para a loja, além de serviços de reformas. Já os investimentos pré-operacionais são despesas com pesquisas de mercado, abertura e registro da nova empresa, projeto de decoração, honorários de profissionais como arquitetos e contadores, e a primeira compra de materiais de construção, para encher o estoque. Esses investimentos variam de acordo com o porte do negócio a começar, e com os planos do empreendedor.

Segundo o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), uma revenda de materiais de construção de aproximadamente 100 m² requer R$ 125 mil para dar o pontapé inicial – valor que pode variar de acordo com a região do país, o município onde se encontra a loja, e se o imóvel será comprado ou alugado. Isso tudo, sem considerar o pagamento de “luvas” – valor pago pela aquisição do ponto de comércio, quado houver.

Veja quanto investir, item por item:

– Reforma, adaptação do imóvel e instalações: R$ 5 mil;
– Despesas de registro da empresa, honorários profissionais, taxas etc.: R$ 3.500;
– Móveis para área administrativa e estoque: R$ 6.908;
– Mobiliário para Show Room: R$ 15.363;
– Uniformes: R$ 320;
– Site na internet: R$ 1.030;
– Compra inicial (estoque): R$ 70 mil;
– Capital de giro: R$ 22 mil.

O negócio também tem que girar

O capital de giro representa um valor de caixa que o lojista deverá ter disponível em conta corrente desde a abertura do novo ponto de venda, para suportar os primeiros meses de funcionamento do negócio sem falhar no pagamento de despesas – salários, impostos, custos fixos e manutenção, além de compras necessárias para repor o estoque.

Ainda de acordo com o Sebrae, o capital de giro é regulado pelos prazos praticados pela empresa: prazos médios recebidos de fornecedores (PMF), prazos médios de estocagem (PME) e prazos médios concedidos a clientes (PMCC). Quanto maiores o PMCC e o PME, maior terá de ser o capital de giro. Então, no começo, o melhor jeito é manter estoques mínimos e saber qual prazo máximo de pagamento o empreendedor poderá oferecer ao consumidor, para que o negócio não desande.

Como é preciso também levar em conta o PMF – prazos para pagar compras, mão de obra, aluguel e impostos, o empresário não deve tirar o olho dos seus índices iniciais de lucro, porque seu faturamento vai apontar a necessidade de manutenção de dinheiro disponível em conta para suportar as oscilações de caixa.  Mesmo com o aumento crescente das vendas, é indicado direcionar parte dos lucros para a reserva em forma capital de giro – pense que se o negócio cresce, no futuro, os pagamentos também aumentarão.

Para chegar ao valor do capital de giro, portanto, é necessário ter bem definidos os custos fixos e o financiamento de vendas (cartão de crédito, cheque ou financeiras). Em linhas gerais, estima-se que o capital de giro necessário, desde o início, represente cerca de 20% do investimento inicial aportado.

Custos de todo tipo
No caso de uma loja de materiais de construção, custos são classificados em fixos, variáveis e Custo da Mercadoria Vendida (CMV). Custos fixos são aqueles que o lojista paga indepedente de vender muito ou pouco: aluguel ou prestação do imóvel, salários, honorários de contador, contas de água, luz e telefone. Em média, para uma loja de 100 m2, podem chegar a R$ 15 mil.

Já os variáveis são aqueles que oscilam de acordo com o volume de vendas, como custos com embalagens, taxas pagas a administradoras de cartões de débito e crédito, comissões de vendedores, entre outros. Quanto maior o faturamento, maiores serão os custos variáveis. O CMV indica a variaçao do estoque em um mês, somando o total de estoques no último dia do mês anterior com todas as compras efetuadas ao longo do período corrente, menos o estoque existente ao final deste período. É o CMV que indica se o lojista está comprando mais do que o necessário.

O Sebrae oferece uma estimativa de custos fixos mensais médios para uma loja de materiais de construção, também variáveis de acordo com a região do país e o porte do negócio:

– Aluguel: R$ 3 mil;
– IPTU: R$ 350;
– Água: R$ 100;
– Energia Elétrica: R$ 200;
– Telefone: R$ 110;
– Internet: R$ 70;
– Honorários Contador: R$ 724
– Salários + encargos: R$ 8 mil (considerando média de R$ 1.500 em salários para dois vendedores, R$ 900 para o caixa e R$ 2.500 como pró-labore para o empresário ou gerente, inclusos todos os benefícios trabalhistas e encargos sociais);
– Material de limpeza: R$ 150;
– Material de escritório: R$ 20;
– Manutenção de equipamentos: R$ 50;
– Software (sistema): R$ 200;
– Aluguel de máquinas de cartão de crédito: R$ 250;
– Publicidade e Marketing: R$ 350;
– Tarifa bancária: R$ 42;
– Outras despesas: R$ 500
Total: R$ 14.466

Compartilhe esta matéria

Mais lidas

Veja também